Para uma Leitura do Itinerarium mentis in Deum de S. Boaventura

Revista Portuguesa de Filosofia 64 (1):437 - 463 (2008)
Abstract
A leitura do Itinerarium mentis in Deum de S. Boaventura requer que se leve em consideração a diferença que existe entre o pensamento dele e o de outros autores, principalmente Tomás de Aquino. Nesse sentido, o presente artigo aborda, em primeiro lugar, a teologia trinitária de S. Boaventura. Este não possui um tratado sobre a unidade de Deus, anterior ao De trinitate. Nisso ele se aproxima da tradição bíblico-antioquena, bem como da catequese e da liturgia da Igreja primitiva e abre espaço para uma teologia que repense o significado fundamental da Trindade para a fé cristã. Em segundo lugar, a questão do Cristocentrismo. Com efeito, Cristo, como intermediário em todas as coisas, é visto como o médium metaphysicum que explica a produção e a compreensão dos seres, e que se coloca como princípio, meio e término da História. Em terceiro lugar, o artigo reflecte sobre o exemplarismo em S. Boaventura. As coisas são sinais, imagens, símbolos de uma realidade maior, à qual se referem; e o verdadeiro metafísico é aquele que sabe que tudo procede de um exemplar primeiro. Finalmente, a noção de transitus. A saída do Egipto e a peregrinação pelo deserto, rumo à Terra Prometida, são imagem da caminhada da Igreja e de cada um dos cristãos em direcção ao descanso do oitavo dia, o dia da paz sem fim. /// A reading of the Itinerarium mentis in Deum of Saint Bonaventure requires that we take into consideration the difference that exists between his thinking and the thought of other authors, especially Thomas of Aquinas. Taking this into consideration, the article analyses, in the first place, Bonavenrure's Trinitarian theology. He does not have a treatise on the unity of God that antecedes the De trinitate. In this, he is close to the biblical-antiochean tradition, as well as to the catechesis and the liturgy of the Primitive Church and opens space for a theology that restores the fundamental meaning of the Trinity for the Christian faith. Secondly, the question of Christocentrism. As a matter of fact, Christ, as intermediary in all things, is seen as the medium metaphysicum that explains the production and the comprehension of all beings, recognized as principle, median and end of History. In the third place, the article also reflects on the exemplarism in Saint Bonaventure. According to his thought, the things of the world are signs, symbols of a greater reality, to which they refer; therefore, the true metaphysician is the one who knows that everything proceeds from a first exemplar. Finaly, the notion of transitus. The exodus of Egypt and the peregrination through the desert, in the direction of the Promised Land, are for Bonaventure images of the peregrination of the Church and of each and every Christian in direction to the rest of the seventh day, the day of peace without end.
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