Identidade cristã e filosofia

Revista Portuguesa de Filosofia 60 (2):413 - 432 (2004)
Abstract
Os eventos da consciência histórica convidam a reflectir novamente sobre o nexo que existe entre fé cristã e filosofia. O autor do presente artigo recorda-nos o debate sobre o tema fé-razão que se desenrolou na Europa na primeira metade do século XX, concretamente entre 1930 e 1935. Facto é que até mesmo filósofos de inspiração cristã reconheceram então que não faz sentido falar de "Filosofia cristã", pois nesse caso estaríamos a falar de um "círculo quadrado". Existe, pois, uma oposição entre razão e fé, segundo a qual a verdade deve estar unicamente no campo da razão? Segundo o autor do artigo, os dois campos, o da razão e o da fé, são diversos e, portanto, incomparáveis: o campo da fé está, de facto, no âmbito da consciência histórica (o acontecimento de Jesus e do seu Testemunho) e o conhecimento histórico néo é nunca absoluto, ou seja, implica nas suas interpretações, de uma forma ou de outra, também alguma fé. Contudo, para lá desta distinção dos campos, o presente artigo chama a atenção para o facto de eles serem interactivos: a experiância do acontecimento cristão solicita a filosofia a reformular e a integrar a própria visão do absoluto. Como notou o próprio Karl Barth, "a nossa opinião segundo a qual Deus pode ser completamente só absoluto, em antítese a todo o ente relativo; completamente só infinito, excluindo toda a finitude; estas nossas opinióes demonstrou-se serem insustentáveis, desviantes e pagãs ". /// The present article brings up the debate over the issue of faith and reason that took place in Europe during the first half of the 20 th Century and, most especially between 1930 and 1935. Even among philosophers whose thought was shaped by the Christian faith it no longer made sense to speak of "Christian philosophy" as such, for it appeared tantamount to be speaking of a squared circle. According to author, the domains of faith and reason are not ultimately comparable. Faith, as part of historical consciousness, to wit, Jesus and His testimony as events, can never be considered absolute, for it always implies an interpretative process that produces varied forms of expression. However, beyond the issue of the two domains, the article insists on an effective interaction between both: the experience of the Christian event actively solicits philosophy to reformulate and integrate its own vision of the absolute. As Barth noted, "our idea that God can be only conceived as absolute in opposition to what is relative, completely and only infinite, excluding the finite, has been shown to be unsustainable, deviant and pagan.".
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