Morality's Place: Kierkegaard and Frankfurt

Revista Portuguesa de Filosofia 64 (2/4):1207 - 1219 (2008)
Abstract
The aim of this paper is to look at Søren Kierkegaard's defence of an ethical way of life in the light of Harry Frankfurt's work. There are salient general similarities connecting Kierkegaard and Frankfurt: Both are sceptical towards the Kantian idea of founding morality in the laws of practical reason. They both deny that the concerns, which shape our lives, could simply be validated by subject-independent values. Furthermore, and most importantly, they both emphasize the importance of reflective endorsement of one's way of life. This endorsement is understood by both not as an exercise of reason but as an exercise of our will without which boredom, anxiety and, ultimately, the dissolution of the self threatens. We can, the author of the paper argues, directly impose Frankfurt's hierarchical account of psychological attitudes on Kierkegaard in the sense that Frankfurt clearly helps us to elucidate Kierkegaard. This interpretation, however, also shows the limitations of any attempt, inspired by Kierkegaard, to justify moral rules without appealing to a religious foundation of morality. /// O propósito do presente artigo é, antes de mais, proceder, à luz da obra de Harry Frankfurt, a uma análise da defesa que Søren Kierkegaard faz do modo ético de conceber a existência humana. Com efeito, segundo o autor do artigo, são várias as similitudes existentes entre Kierkegaard e Frankfurt: ambos se mostram cépticos em relação ao projecto kantiano de fundar a moralidade nas leis da razão prática; ambos negam que as nossas preocupações existenciais possam simplesmente ser validadas por valores independentes do sujeito; acima de tudo, tanto Kierkegaard como Frankfurt enfatizam a importância de uma validação reflexiva do próprio modo de vida. Tanto um como o outro compreendem esta validação não como um exercício da razão, mas sobretudo como um exercício da vontade, sem o qual, na verdade, o sujeito se expõe não só ao tédio e à angústia, mas também, em última análise, ao perigo da auto-dissolução. Neste sentido, o artigo defende a possibilidade de se impor a Kierkegaard a narrativa de Frankfurt sobre as atitudes psicológicas, de modo que, conclui o autor, Frankfurt decididamente nos pode ajudar a elucidar Kierkegaard. Ao mesmo tempo, porém, esta interpretação mostra igualmente os limites de toda e qualquer tentativa, inspirada por Kierkegaard, de justificar as normas morais sem apelar aos fundamentos religiosos da moralidade.
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