A questão do mal no livro de Kant sobre a religião
Revista Portuguesa de Filosofia 49 (4):511 - 535 (1993)
| Abstract | Vale a pena voltar a analisar a relação entre o mal e a religião em Kant. Mas este artigo aborda a problemática prévia a esta questão, isto é, a própria questão do mal tal como Kant a apresenta na primeira parte do livro de 1793, A religião nos limites da simples razão. Depois da introdução que elucida o espanto dos primeiros leitores deste livro, procura-se, na base da análise hermenêutica dos textos, verificar a articulação entre a disposição originária para o bem e a propensão para o mal. Encontra-se em seguida a aporia da relação entre o desejo e a realidade do mal: de onde provém o desejo do mal moral? Será preciso, no itinerário desta resposta, elucidar o conceito de natureza, bem como a relação com a interpretação kantiana do pecado original. A conclusão volta a introduzir a questão da liberdade na compreensão do mal, numa espécie de tensão pós-kantiana entre moral e metafísica. ///Il convient de réanalyser la relation entre le mal et la religion chez Kant. Le présent article aborde cependant une problématique préalable á celle-ci, á savoir la question meme du mal telle que Kant la présente dans la première partie du livre de 1793, La religion dans les limites de la simple raison. Après l'ntroduction qui rappelle 1'étonnement des premiers lecteurs de ce livre, on essaie, sur la base d'une analyse herméneutique des textes. de discerner l'articulation entre la disposition originaire pour le bien et la propension au mal. On rencontre ensuite l'aporie entre le désir et la rélité du mal: d'où vient le mal? Sur l'itinéraire de cette réponse il faudra éclaircir le concept de nature, ainsi que l'interprétation kantienne du péché originel. La conclusion réintroduit la question de la liberté dans la compréhension du mal, en une sorte de tension post-kantienne entre morale et metaphysique. /// The relation between evil and religion in the philosophy of Kant deserves e renewed analysis. The approach this article takes, however, is to begin by treating a prior problematic: the question of evil as it is presented in the first part ot Religion within the Limits of Simple Reason (1793). After an introduction which recalls the astonishment of the work's first readers, we shall attempt to discern the articulation between the originary disposition towards the good and the propensity towards evil. We discover, thus, the problem between desire and the reality of evil: what is the origin of evil? The answer implies a clarification of the concept of nature and the Kantian interpretation of original sin. The conclusion reintroduces the question of freedom in the understanding of evil, reflecting thereby the post-Kantian between morals and metaphysics. | |||||||||
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