Wie viel Substanz braucht Kant?
Revista Portuguesa de Filosofia 61 (3/4):707 - 730 (2005)
| Abstract | Na primeira analogia da experiência, o locus classicus da sua teoria da substancialidade, Kant introduz a substância como algo que permanece através do tempo, como para compensar a alteração dos estados de consciência. O conflito de interpretações a propósito desta questão é provocado sobretudo pela questão de saber até que ponto Kant identifica este substrato permanente de todas as manifestações com a matéria no sentido físico do termo. Nesse sentido, o autor do presente artigo desenvolve um argumento em ordem a mostrar que, segundo Kant, apenas os objectos materials que ocupam espaço podem possuir o estatuto de substância (enquanto fenómeno). Para além disso, no entanto, mostra-se também que o critério da permanência temporal não exaure o conceito de substância. Com efeito, o artigo demonstra até que ponto Kant suplementa a noção de permanência mediante a sua compreensão da substância como sujeito de causalidade e de acção. Esta concepção está presente não apenas na sua metafísica da natureza, mas estende-se também à nossa própria auto-compreensão enquanto seres vivos capazes de agir em liberdade. /// In the first analogy of experience, the locus classicus for his theory of substantiality, Kant introduces substance as something that endures through time, as though to compensate for changing states of consciousness. The conflict of interpretations concerning this issue is provoked above all by the question as to whether Kant identifies this permanent substrate of all appearances with physical matter. This article argues that, according to Kant, only material objects that occupy space can possess the status of substance (as phenomenon). However, it also contends that the criterion of temporal permanence does not exhaust the concept of substance. Kant supplements permanence by means of his understanding of substance as the subject of causality and action. This conception is not only echoed in his metaphysics of nature, but extends to our selfunderstanding as living and freely acting beings. | |||||||||
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