Das Problem des "Bösen": in der Philosophie des Deutschen Idealismus

Revista Portuguesa de Filosofia 57 (4):791 - 817 (2001)
Abstract
Ponto de partida para a discussãdo do problema do mal entre os autores do Idealismo Alemão é a ideia de Kant acerca do "mal radical". Kant usou este termo para designer a falsificação da liberdade humana. Com efeito, e apesar de a liberdade ser inerente ao ser humano, este carrega sempre consigo a responsabilidade que Ihe corresponde, pois de outra forma não faria qualquer sentidofalar de apelos morals ã mudança Fichte procurou determinor de forma mãs precisa afonte deste "mal radical" no ser humano, identificando-o na letargia ou inercia inerente ao ser humano. Com efeito, é na resistência da natureza sensual do ser humano a toda a actividade intelectual ou espiritual que reside a constante tentacdo de ndo assumir o chamamento para a acção associado com o imperativo categórico. Schelling, por seu lado, encara o problema do mal em conexdo com uma teoria acerca de Deus da Criação. Segundo ele, o ser humano está ainda em processo de devir aquilo mesmo que ele é suposto ser, de onde deriva a sua auto-referencialidade, ou auto-fechamento, as quais no amor de Deus estão já eternamente superadas, mas que no ser humano constituem o da sua "vontade particular". Devido ao temor de perder o seu ser mais próprio (simesmo), o ser humano revela-se incapaz de se auto-transcender e de abdicar dessa "vonta de particular" em favor da "Vontade Universal", como aliás é seu dever. Ora é neste conflito que consiste o drama da Criação, conflito este em que o próprio Deus se permite entrar, já que não ofazer significaria a capitulação do bem em relação ao mal. Para Hegel, finalmente, o problema do mal tern a vercom o problema da independência do espírito. Esta independencia constitui, de facto, a verdadeira determinação do ser humano. Mas isso no preciso momento em que se dá o encontro do ser humano consigo mesmo e o seu vir-a-si-mesmo (Sich-Finden und Zusichkommen), jé que este é o momento em que o ser humano de forma mais completapode efectivamentefalhar o seu alvo. Para Hegel, portanto, é precisament "consciência "- esse espaço em que sed dá maior autonomia e independência do ser humano - onde se verifica o maior perigo de um descaminho para o mal, ou seja, para o mais completo auto-isolamento. A capacidade reflexiva e de auto-relacionamento revela-se dessa forma, uma forqa ambivalente: por um lado, constitui potencial para um auto--fechamento do ser humano na sua propria singularidade; por outro, representa um potencial de ser abertura de si-mesma em ordem a uma integracdo da sua propria singularidade Universal mais elevado. /// German Idealism's discussion of the problem of evil takes Kant's idea of "radical evil" as its departure point. Kant had used this term to designate a falsification of human freedom. Though freedom is inherent in the human being, the human being bears a responsibility for it at the same time; otherwise a moral appeal to change one's ways would have no point. Fichte sought to determine more precisely the source of this "radical evil" in the human being and found it in the human being's inherent lethargy or inertia. In this resistance of the human being's sensual nature to intellectual/spiritual activity lies the constant temptation not to take up the call to action which the categorical imperative demands. Schelling takes up the problem of evil in connection with a theory on God and Creation. The human being is still becoming that which he is meant to be, and thus the self-referentiality, or self-enclosedness, which in God's divine love are already eternally overcome, constitutes in the human being the very power of his particular will". Out of fear of losing his very self the human being is unable to go beyond himself and surrender that particular will" to the "Universal Will" as he should. In this conflict consists the drama of the Creation, a conflict which God allows himself to enter, for not to do so would mean the capitulation of good to evil. For Hegel, the problem of evil is a problem of the independence of the spirit. This independence constitutes indeed the true determination of the human being, but exactly at the very moment of the human being's finding-of-self and coming-into-himself (Sich-Finden undZusichkommen) the human being can completely miss the mark. Thus for Hegel it is precisely the conscience "-that site of greatest human autonomy and independence -which is in danger of veering off into evil, i. e., into utter self-isolation. The capacity for reflection and for self-relationship thus reveals itself as an ambivalent force: in its potential for fatal self-closing-off in its own singularity on the one hand, and in it potential for self-opening and integration of its own singularity into the higher Universal on the other.
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