Tiempo y Libertad en el pensamiento: de Henri Bergson y de Emmanuel Levinas

Revista Portuguesa de Filosofia 62 (2/4):675 - 696 (2006)
Abstract
O presente artigo comporta duas partes bem distintas. Na primeira, a autora começa por considerar de que modo para Henri Bergson a liberdade è a espontaneidade constituem aspectos chave para entender o carácter espiritual e pessoal do ser humano. Mostra-se, assim, de que modo o pensamento bergsoniano surge em oposição e como resposta ao positivismo, cujo traço fundamental é o desconhecimento da dimensão humana do tempo e da liberdade como espontaneidade que emana do eu. Para Bergson, portanto, o ser humano é reconhecido como estando dotado de uma identidade, especialmente vinculada ao papel da memória e à vivência do tempo e da liberdade pessoal. Por outro, o artigo mostra também, na sua segunda parte, de que modo para Levinas aquilo que propriamente define o ser humano é a sua vulnerabilidade, a sua heteronomia, a sua capacidade de escuta, e não propriamente a sua liberdade. O artigo clarifica, deste modo, até que ponto uma das pretensões focais do pensamento de Levinas é proceder a uma superação do humanismo ocidental, mas isso de modo a não cair em qualquer forma de antihumanismo, pois se trata simplesmente de re-defenir o ser humano como aquele ser cujo ser é ser-para-o-outro. Em Levinas trata-se, portanto, de um humanismo do outro homem. Finalmente, porém, o artigo não deixa de realçar o facto de que tanto Bergson como Levinas dão grande valor à noção de tempo, particularmente quando se trata de definir a identidade específica da dignidade humana. /// The present article is constructed in two distinctive parts. The author starts with a consideration of the mode in which Henri Bergson thinks about freedom and the spontaneity that are at the root of the spiritual and personal character of the human being. The intention in this first part of the article is to show how the bergsonian thinking attempts to give a response to the positivist challenge, a position that in fact misrepresents the human nature of time and the nature of freedom as an emanation of the I. Hence, the article underlines the fact that for Bergson the human being is recognized as being endowed with an identity especially attached to the role of memory and the experience of the personal nature of time and freedom. In its second part, however, the article also shows how for Levinas the defining aspect of what the human being is resides not primarily in his freedom, but rather in the experience of vulnerability, heteronomy and in its listening capacity. In this way, the article aims at showing how one of the main goals of the levinasian thought is to overcome western humanism without falling into the trap of any kind of antihumanism. Thus, Levinas offers us a new definition of what means to be a human being based on the principle that the meaning of the human being is nothing more but our destiny ofbeing-for-theother. Levinas' humanism, therefore, is justifiedly called an humanism of the other man. In the end, however, the article also underlines the fact that the two thinkers pay great attention to the notion of time, particularly when it comes to the definition of the identity of human dignity.
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