Considerando que o cogito possa ser tomado, nas Meditações, como uma conclusão de uma demonstração, pode-se avançar a tese de que essa demonstração está consoante ao método analítico, que Descartes reconhece empreender nesse texto. Esse método teria entre as suas funções nas Meditações aquela de apresentar – sob a forma de uma rede de implicações ontológicas – o raciocínio que conduz à certeza da existência. Como cumpre no referido texto determinar a certeza da existência sem tomar como base nenhuma certeza (...) preestabelecida, o método analítico financiaria, segundo a nossa interpretação, uma reconstrução do argumento do cogito sob uma base indireta, mais precisamente através de uma reductio ad absurdum, cujo objetivo consiste em mostrar a contradição inelutável que surge na tentativa de um indivíduo de provar a sua não existência. (shrink)
Resenha do livro de: ALVES NETO, Rodrigo Ribeiro. Alienações do mundo: uma interpretaçáo da obra de Hannah Arendt . Rio de Janeiro/Sáo Paulo: Editora PUC-Rio/Edições Loyola, 2009, 216 p.
Resumo: Este artigo busca compreender a situaçáo filosófica de alguns dos autores cujas vidas e cujos pensamentos estiveram entre Kant e Hegel. Romantismo alemáo foi como ficou conhecida esta época. Dentre seus primeiros autores, estiveram Friedrich Schlegel e Novalis, além de Hölderlin. Tais pensadores buscaram superar a crítica feita por Kant à pretensáo do conhecimento filosófico de alcançar a verdade absoluta, as coisas como sáo em si mesmas. Essa superaçáo, contudo, jamais conseguiu, para eles, completar-se – como aconteceria depois no (...) sistema de Hegel, para quem contradições só seriam aceitas como etapas do que chamou de dialética, cuja essência era, ao fim, solucioná-las na figura da síntese. Limitaçáo finita do homem diante do todo do ser, como firmara Kant, era o que ficava para trás com Hegel. Schlegel, Novalis e Hölderlin náo se contentam com a crítica de Kant, mas tampouco acreditam na síntese de Hegel. Parecem sugerir outro caminho para a modernidade ocidental, que náo se jogava na sanha hegeliana pelo saber absoluto sem despertá-la, toda vez, pela consciência crítica kantiana – e que náo se contentava com esta sem sonhar com aquela. Tal caminho é o que este artigo busca compreender. Palavras-chave: Hegel; Kant; Romantismo. (shrink)
El artículo se propone determinar el límite entre fenomenología y gnosis en la filosofía del cristianismo de M. Henry. Para ello analiza la cuestión del Archi-hijo en Soy yo la verdad, la de Archi-carne en Encarnación y la de la legitimación de las palabras que Cristo pronuncia sobre sí mismo en Palabras de Cristo. El análisis muestra, en primer lugar, en qué medida el tratamiento de estas tres cuestiones supera el límite estrictamente fenomenológico del pensamiento y remite a una gnosis (...) o experiencia de fe particular. En segundo lugar, explicita cómo, independientemente de esta gnosis, la intuición henryana acerca de la esencia de la vida abre un acceso fenomenológico genuino a la relación religiosa. (shrink)
This book offers an interpretation of the rise of secular historical thought in nineteenth-century Europe. Instead of characterizing 'historicism' and 'secularization' as fundamental breaks with Europe's religious heritage, they are presented as complex cultural permutations with much continuity; for inherited theological patterns of interpreting experience determined to a large degree the conditions, possibilities, and limitations of the forms of historical imagination realizable by nineteenth-century secular intellectuals. This point is made by examining the thought of the German theologian W. M. L. (...) de Wette and that of the Swiss-German historian Jacob Burckhardt. Burckhardt's meeting with de Wette and his subsequent decision to study history over theology are interpreted as revealing moments in nineteenth-century intellectual history. By examining their encounter, its larger historical context, and the thought of both men, the book demonstrates the centrality of theological concerns and forms of knowledge in the emergence of modern, secular historical consciousness. (shrink)
Resenha do livro de Andrade, Abraháo Costa. O pote e a rodilha : tempo e imaginaçáo como história por fazer segundo o pensamento de Paul Ricoeur. Natal: EDUFRN, 2006. [Coleçáo Metafísica]. 134 páginas.
Dans l’imaginaire philosophique de J.-M.G. Le Clézio et de Göran Tunström, le rapport centralité / marginalisation occupe une place extrêmement importante. Les personnages de ces deux écrivains sont souvent intégrés dans des sociétés plus ou moins ouvertes, où l’isolement représente l’élément central. Ayant une certe philosophie implicite, mais loin de proposer l’image d’une société parfaite, les romans de J.-M.G. Le Clézio et de Göran Tunström, décrivent, tout aucontraire, la vie des enfants dans une collectivité qui ne les aime pas, où (...) règnent la pauvreté, ainsi que la haine. S’assumer le statut de marginalisé dans un monde aliéné nous démontre à quel point ce thème reste significatif pour la compréhension des personnages. (shrink)
Resenha de: BITBOL, M. Mécanique Quantique: Une Introduction Philosophique . Paris: Flammarion,1996, 471p. http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n1p185.
Dados da tradução brasileira de HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Linhas Fundamentais da Filosofia do Direito ou Direito Natural e Ciência do Estado em Compêndio. Tradução, notas, glossário e bibliografia de Paulo Meneses et alli. Apresentações de Denis Lerrer Rosenfield e de Paulo Roberto Konzen. São Paulo: Loyola; São Leopoldo: UNISINOS, 2010.
The strong connection between the two and its development into the Middle Ages form a major subject of this volume.Other themes featuring in this book are Plato ...
Estudio en el que se intenta exponer y definir los diferentes tipos del lenguaje como el jurídico, el teológico y el ascético-místico en Miftāḥ al-sa‘āda [Llave de la felicidad] de Ibn al-‘Arīf. Tipos que son analizados pormenorizadamente, para concluir con la influencia del lenguaje sufí de Ibn al-‘Arīf en la obra de Ibn ‘Arabī, apoyándonos tanto en consideraciones de índole semántica como mística.
Nossa leitura da Carta Sétima parte do pressuposto segundo o qual o filosofar instaura-se sobre um exercício dialético incessante entre fenomenologia e hermenêutica do real. Objetivamos aqui, por um lado, justificar a atualidade e a pertinência da hermenêutica filosófica bem como sua apropriada aplicação aos textos filosóficos e, por outro, elucidar o que julgamos ser o cerne da carta em questão, ou seja, indicar traços fundamentais da verdadeira filosofia e, portanto, dos verdadeiros filósofos segundo nossa leitura do escrito de Platão. (...) Nossa reflexão, em seu conjunto, pretende configurar uma espécie de resposta à carta de Platão, apontando, assim, nossa posição sobre o exercício filosófico atual. Articularemos nosso propósito sobre dois momentos interconectados entre si: iniciaremos elucidando alguns pressupostos hermenêuticos de leitura do texto platônico com o escopo de explicitar nossos elogios à verdadeira filosofia. Our reading of the Seventh Letter starts from the assumption that philosophizing is based on an unceasing dialectical exercise that moves between phenomenology and hermeneutics of the real. Our goal here is, on the one hand, to justify the relevance and pertinence of philosophical hermeneutics and its appropriate application to philosophical texts and, on the other hand, to point out what we see as the core of that letter, viz. sketching the basic features of true philosophy and thus of true philosophers according to our reading of Plato's writing. As a whole, our reflection intends to be a kind of response to Plato's letter as it presents our position about the present exercise of philosophy. This is done through two interconnected moments: we begin by discussing some hermeneutical assumptions of the reading of Plato's text, then we express our praise of true philosophy. (shrink)
Resenha do livro de Juan Adolfo Bonaccini, Maria de Paz Nunes Medeiros, Markus Figueira de Silva e Oscar Frederico Bauchwitz (Org.). Metafísica: história e problemas: atas do I Colóquio Internacional da Metafísica . Natal: EDUFRN, 2006, 332 páginas. [Coleçáo Metafísica n. 5].