Neste artigo defendo que a Teoria da Informação Fortemente Semântica de Floridi (2004) – TIFS – está correta ao assumir a Tese da Veracidade, que por sua vez orienta a definição de informação semântica como “p é informação se e somente se p é constituído por dados bem-formados, com significado e verdadeiros”. Argumento que a teoria não é arbitrária, pois dá conta do desembaraço de conundrums filosóficos importantes, principalmente por evitar o paradoxo de Bar-Hillel e Carnap (1953), que é gerado (...) a partir da teoria clássica da informação semântica. Primeiro é discutido um dos principais resultados da teoria clássica, o de produzir “sentenças muito informativas para serem verdadeiras”. Depois são resumidas as motivações para a elaboração de uma “lógica de estar informado” e é mostrado como o sistema KTB-IL é montado e modelado mantendo-se entre os seus axiomas o da veracidade – K ou A4. Finalmente, a TIFS é examinada e defendida ao mostrar que ela restringe aleticamente a extensão do conceito clássico de informação para evitar problemas com tautologias e contradições. A TIFS oferece uma solução original ao capturar nossas intuições modais a respeito da informatividade como noção básica. (shrink)
Este trabalho tem como objetivo, investigar como se deu o surgimento do que Hannah Arendt denominou esfera do social, assim como a formação do homem de massa após a vitória do animal laborans na era moderna. Para tanto recorreremos Grécia antiga com o fito de conceituar o que esta autora denominou de público e privado, em seguida mostraremos como está configurado tais domínios na era moderna e suas influências na formação do que se denomina esfera do social na filosofia política (...) arendtiana. Resumé Cette étude a pour objectif analyser l’origine de ce que Hannah Arendt appelait la sphère social, ainsi que la formation de l'homme de masse après la victoire de l’ animal laborans dans l'ère moderne. De ce fait, nous recourrerons à la Grèce antique dans le but de conceptualiser ce qui s’appelais autrefois public et privé, puis nous montrerons comment sont configurés tels domaines dans l'époque moderne et leurs influences sur la formation de ce qu'on appelle la sphère social dans la philosophie politique de Hannah Arendt. Mots-clé : sphère social, homme de masse, animal laborans , sphère public, sphère privé. (shrink)
http://dx.doi.org/10.5007/1808-1711.2012v16n2p229 Tanto no Tratado da Natureza Humana como na Investigação sobre o Entendimento Humano , Hume mostra-se convencido de que “não há acaso no mundo”, e que “aquilo que o vulgo chama de acaso não passa de uma causa secreta e escondida”. Essa tese desempenha papel crucial em sua análise do livre-arbítrio e, conseguintemente, da responsabilidade moral; é também um elemento importante em sua discussão sobre os milagres. No entanto, o próprio Hume ofereceu, no Tratado , um argumento convincente para (...) mostrar que o princípio de causalidade, segundo o qual tudo o que começa a existir tem uma causa, não pode ser conhecido a priori , por intuição ou demonstração. Logo, essa “opinião tem necessariamente de provir da observação e experiência”. O presente trabalho examina essa tese, mostrando, inicialmente, qual era a proposta de Hume para fundar na experiência o princípio de causalidade, e depois qual, de fato, teria sido o mais robusto fundamento para esse princípio: a mecânica newtoniana. Explica-se, por fim, como esse fundamento empírico indireto e o próprio argumento de Hume foram solapados pela física quântica, no século XX. (shrink)
Nós tentamos mostrar neste ensaio que as propostas anulabilistas de Peter Klein e de Marshall Swain não resolvem o problema de Gettier. Klein postula que, para qualquer contra-exemplo de tipo-Gettier, há uma proposição verdadeira que, ao ser conjugada com a evidência e de S, anula de modo legítimo a justificação de p para S. Swain postula que, para qualquer contra-exemplo de tipo-Gettier, há uma proposição verdadeira que, ao ser conjugada com o conjunto de razões R de S, anula de modo (...) ulterior a justificação de S para crer que p. Para provarmos que essas propostas não resolvem aquele problema, apresentamos dois contra-exemplos de tipo-Gettier para os quais não há anuladores legítimos da justificação de p por e para S, nem anuladores da justificação da crença de S de que p por R que não sejam ulteriormente anulados. Após a discussão em torno dos anulabilismos de Klein e de Swain, tentamos mostrar que as conclusões nela obtidas podem ser corretamente aplicadas a qualquer proposta anulabilista de conhecimento. DOI:10.5007/1808-1711.2010v14n2p175. (shrink)
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO BUENO, Marcos Paulo de Oliveira. A arte de crer na contemporaneidade : possibilidades e limites do cristianismo segundo Gianni Vattimo. 2012. 127 folhas. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião, Belo Horizonte.
Este artigo discute a questão da responsabilidade moral em Aristóteles e, especialmente, em Harry Frankfurt e Alexandre de Afrodísia, buscando identificar se a mesma é compatível com o determinismo.
Dworkin respondeu afirmativamente à pergunta título do seu texto “Não existe mesmo nenhuma resposta certa em casos controversos?”. Posner criticou Dworkin e respondeu a mesma pergunta negativamente. Discute-se neste artigo as diferentes maneiras como cada filósofo entendeu a pergunta que acarreta diferentes respostas a ela, isto é, de que modo diferenças na concepção do que é o Direito acarretam diferenças a respeito da existência de respostas certas para questões jurídicas.
Em boa parte do Artigo 68 do Livro Primeiro de seu Estado e Pranto da Igreja, Álvaro Pais, O. Min. (c. 1270-1349) refuta 5 proposições com implicações políticas atribuídas a Marsílio de Pádua (1280-1342). Neste artigo, analisamos a refutação dessas proposições feitas pelo Menorita galego, comparando-as, de um lado, com os textos, efetivamente escritos pelo Médico paduano, que se encontram em sua obra Defensor da Paz (1324) e, de outro, cotejando-o com uma Epistula ad quosdam cardinales, de autoria do mencionado (...) Frade, escrita pelo menos dois anos antes. Desse estudo resultaram as seguintes conclusões: 1 – Frei Álvaro, sem fazer nenhuma alusão, apoiou-se basicamente na mencionada Epistula. 2 – Sob o aspecto doutrinal, essencialmente, não há diferença entre ambos os textos alvarinos. 3 – Nos dois textos, o Franciscano galego não compulsou o Defensor da Paz, tendo utilizado as teses que os censores dessa obra imputaram ao seu autor; em 1327, quando o Papa João XXII condenou-a como herética. PALAVRAS-CHAVE – Álvaro Pais. Marsílio de Pádua. Plenitude do poder. Filosofia política. ABSTRACT In a large part of the Article 68 of the Book one of his Status et Planctus Ecclesiae, Alvarus Pelagius O. Min. (c. 1270-1349) refutes five propositions, having political implications, attributed to Marsilius Patavinus (1280-1342). In this study, we analyze the refutation of these propositions made by Alvarus, comparing, on the one hand, with the texts, really, written by Marsilius, which are in his book entitled Defensor pacis (1324), and on the other hand, quoting Alvarus’ text with the Epistula ad quosdam cardinales, also written by the mentioned Franciscan friar two years before. From this study, resulted the following conclusions: 1 – Without to do any mention in the Article 68, the principal Alvarus’ source was the referred Epistula. 2 – Considering the two texts written by Fr. Alvarus, according the doctrinal aspect, they are essentially equal. 3 – In both texts we could see that Alvarus not had in his hands the Defensor Pacis, having used the thesis which the censors of this book imputed to Marsilius in 1327, when this book was condemned as heretic by the Pope John XXII. KEY WORDS – Alvarus Pelagius. Marsilius of Padua. Plentitude of power. Political philosophy. (shrink)
O presente texto procura colocar em diálogo reflexões do campo da Filosofia da Infância com os da Educação Infantil. Além das contribuições teóricas pretende fazer conexões com situações observadas em uma pesquisa de doutorado na qual as relações com o espaço e o tempo são entrelaçadas com as do corpo como experiência que surgem nas relações que as crianças estabelecem com seus machucados, ou como elas definem, seus ‘dodóis’. Nessas relações duas particularidades podem ser observadas: uma primeira é que as (...) crianças percebem o corpo como uma experiência contextualizada com o mundo social e material, ou seja, elas não percebem seus corpos separados dos espaços. Uma segunda particularidade é que as crianças trazem a possibilidade do tempo aión como uma aproximação à experiência, uma compreensão do tempo entrelaçado com pessoas, espaços, lugares e ações em que evidencia também relações, emoções e encontros. Dando seqüência as reflexões o texto pretende trazer para o diálogo também situações nas quais são tema entre as crianças as expressões dos sentimentos e das emoções e ainda situações que envolvem suas excreções como as ‘melecas’ e os ‘ranhos’ trazendo uma potencialidade para se pensar as relações entre corpo, infância e educação. A partir da compreensão de uma infância como experiência, como acontecimento que rompe com a história, pretende pensar indicações para uma infância da educação e não já apenas uma educação da infância. Essa necessidade de se pensar uma infância da educação, e não já apenas uma educação da infância parece simples, mas requer um outro ‘olhar’, requer ‘jogar fora’, ou pelo menos questionar, problematizar parte de nossa história para que seja possível pensar em condições de outras ordens, outros valores, enfim, outra educação. Ou seja, uma educação, em que se ‘olha’ não apenas os processos de desenvolvimento das crianças, mas também os seus conhecimentos, as suas produções, as suas manifestações, as suas preferências, as suas interações e particularmente as suas experiências. (shrink)
Discuto aqui duas diferentes interpretações acerca do que seria uma teoria do direito natural (ou jusnaturalismo). A primeira interpretação se caracteriza pela tese da “inseparabilidade” do direito e da moral, ao passo que a segunda se caracteriza pela tese segundo a qual existiriam “leis naturais”, i.e. leis cuja existência independeria da existência de instituições humanas. Tento mostrar que as duas teses são falsas. Procuro mostrar inicialmente que a confusão entre as duas teses se deve a uma má compreensão da distinção (...) entre frases do tipo “estar obrigado a”, e “ter a obrigação de”. Em seguida, mostro como a teoria moral contratualista nos permite resolver de modo satisfatório algumas questões que não são resolvidas adequadamente em nenhuma das duas versões do jusnaturalismo que apresento. (shrink)
O trabalho pretende mostrar como a filosofia da idéia de infinito em Levinas se articula com a concepção da temporalidade diacrônica. A referência filosófica mais explícita e recorrente da idéia de infinito em Levinas é o pensamento cartesiano da Terceira Meditação, porém outras influências muito relevantes para este tema provêm dos textos talmúdicos. Procuramos aproximar as duas fontes do pensamento levinasiano, filosofia e judaísmo, pela análise de dois conceitos fundamentais da obra de Levinas, infinito e temporalidade. PALAVRAS-CHAVE – Infinito. Temporalidade. (...) Ética. ABSTRACT The article seeks to show how the philosophy of the idea of infinite in Levinas is articuled with the conception of diachronic temporality. The more explicit and recurrent philosophical reference of the idea of infinity in Levinas’s thinking is the Cartesian proposition of the Third Meditation; however, other very important influences concerning this theme come from the Talmudic Lectures. We try to approximate the two sources of the Levinasian thinking through the analysis of two fundamental concepts of his work, infinity and temporality. KEY WORDS – Infinity. Temporality. Ethics. (shrink)
Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} Neste trabalho interessa-nos pensar a relaçáo entre unidade e multiplicidade, um problema fundamental tanto filosófico quanto teológico como lembra Beierwaltes (1989, p. 179), a partir do vocabulário filosófico-teológico cusano. Na primeira parte do texto fazemos uma leitura às avessas da obra cusana. Partimos da suposiçáo de que no De (...) apice tehoriae Nicolau de Cusa sugere um princípio a partir do qual pode ser lida tanto a sua última obra quanto toda a sua especulaçáo. Uma correta interpretaçáo desse princípio pode ser construída ao pensarmos o modo de ser próprio das coisas criadas. O princípio primeiro se deixa ver e as coisas principiadas sáo sua manifestaçáo e apariçáo. Porém, apariçáo perfeita do princípio é o seu Verbo. Em termos filosóficos isso significa que a apariçáo perfeita da unidade náo é a pluralidade (sua explicatio ), mas a igualdade (sua imago ). Será o De mente a nos sugerir a diferença. Na segunda parte, portanto, refletiremos sobre a complicatio - explicatio como aposta cusana para se pensar o problema da unidade e da multiplicidade. Retomamos essa discussáo a partir do De docta ignorantia e da Apologia quando Nicolau deve se defender da acusaçáo feita por Wenck, no De ignota litteratura , de ter feito coincidir criador e criatura. (shrink)
Kant divide a filosofia moral em duas partes: Ética e Teoria da Justiça. Cada uma é composta de diferentes descrições de deveres e direitos. A Ética contém deveres e direitos internos, voluntários e não-coercitivos. A Teoria da Justiça contém deveres e direitos externos e coercitivos. Os dois tipos de deveres e direitos são definidos em sua relação um com o outro. O que distingue os deveres éticos, ou deveres de virtude, dos deveres jurídicos, é que a compulsão externa para o (...) dever jurídico é moralmente possível, enquanto o dever de virtude é baseado na livre coerção própria. Assim, a finalidade deste artigo é pesquisar a noção de dever, e a relação entre dever, liberdade e coação. PALAVRAS-CHAVE – Dever. Liberdade e coação. ABSTRACT Kant divides moral philosophy into two parts: Ethics and the theory of justice. Each is composed of different sets of duties and rights. Ethics contains internal, voluntary, and unenforceable duties and rights. The theory of justice contains external, enforceable, and coercive duties and rights. Both types of duties and rights are defined in relation to each other, and therefore can be understood only in relation to each other. What distinguishes ethical duties or duties of virtue from juridical ones is that external compulsion to a juridical duty is morally possible, whereas a duty of virtue is based on free selfconstraint. So, the main purpose of this article is to research the notion of duty, and the relationship between duty, freedom and coercion. KEY WORDS – Duty. freedom and coercion. (shrink)
Resenha do livro de: LANDIM FILHO, Raul. Questões disputadas de metafísica e de crítica do conhecimento . Sáo Paulo: Discurso Editorial, 2009, Coleçáo Philosophia, 475 p.
A maioria, talvez todas, as lógicas não-clássicas são um amálgama da lógica clássica com elementos extralógicos. Possivelmente esta tese nao possui uma prova geral, mas somente um argumento caso a caso possa ser fomecido. Discuto um caso de paraconsistência que resulta da aplicação de urn "filtro" a duas silogísticas. Essas silogísticas incorporam duas idéias de Nikolai Vasiliev: a idéia de um sistema completo de juízos contrários, e a idéia de juízos duplos. Tarnbém mostro como esses resultados podem ser estendidos à (...) lógica proposicional, com a ajuda das formas nornais conjuntiva e disjuntiva. Apesar da aparencia não-clássica, utilize-se, sem exceção, a noção clássica de validade dedutiva: uma conclusão não pode veicular mais inforrnação, mas pode veicular menos inforrnação, do que a informação veiculada pelo conjunto das premissas. (shrink)
O texto discute a reiterada e repetida demanda pela qualidade e excelência exigida pela sociedade frente à educação contemporânea. Considerando alguns aspectos da modernidade/pós-modernidade em que vivem tanto os herdeiros de Prometeu, como os de Dionísio, caracterizados pelo hedonismo, e os de Hermes, que valorizam a comunicação, a criação e a mediação, postula-se que a educação vive sua crise de finalidade, não encontrando referências ou modelos para atualizar-se. Seu impulso legitimador foi diluído quando o cânone moderno de padrões objetivos de (...) conhecimento e organização em que se baseava o mundo, foram desacreditados frente a um cenário pós-moderno. Neste contexto, são discutidas as necessidades de escolhas, de suturar os opostos, de práticas de ruptura e de alternativas existenciais para impasses contemporâneos. (shrink)
A relação de Hegel com o ceticismo está longe de ser clara. A par de existirem alguns poucos trabalhos sobre o assunto, e de Hegel abordar o tema em várias obras, não está bem determinado se Hegel possui uma teoria global sobre o ceticismo ou se apenas é um mero crítico de posturas céticas clássicas na antiguidade e na modernidade. Em que pese Hegel ser um crítico ferrenho do ceticismo moderno (por ex., em textos como Sobre a relação do Ceticismo (...) com a Filosofia, as Preleções sobre História da Filosofia e a Enciclopédia das Ciências Filosóficas), a sua crítica não se restringe a esta ou aquela forma de ceticismo, mas se funda numa teoria geral do saber que compreende o ceticismo como uma atividade negativa constitutiva da consciência e pretende refutá-lo enquanto ele reifica essa negatividade numa pretensão de verdade. A refutação consiste na descrição do modo como o ceticismo filosófico seria um saber parcial, e por isso auto-refutativo. O presente trabalho pretende sugerir que isto ocorre, sobretudo, na Fenomenologia do Espírito, cujo caráter “fenomenológico” propriamente dito não parece poder ser bem compreendido, sem tomar como pano de fundo o problema do ceticismo. PALAVRAS-CHAVE – Hegel. Fenomenologia. Ceticismo. Refutação. ABSTRACT Hegel’s position towards skepticism is far from being clear. On the one hand, there are just a few studies on the subject and Hegel faces the issue in several of his writings; on the other hand, it is not established yet if Hegel has a global theory about skepticism or if he is just a critic of Ancient and Modern skeptical attitudes. In spite of Hegel being known as a sharp critic of Modern skepticism (for example, in works like On the relationship of skepticism to philosophy, Lectures on the history of philosophy and Encyclopedia of philosophical sciences), his criticism is not restricted to specific forms of skepticism, but it is rather founded upon a general theory of knowledge which takes skepticism as a negative activity constitutive of our natural consciousness and intends to refute the skeptical attitude as that negative activity of self-consciousness is reified and turned out into a special kind of truth claim. Hegel’s refutation consists in describing the way philosophical skepticism would be understood as a partial and self-defeating attitude of knowing. The present study suggests that this procedure is to be seen above all in the Phenomenology of Mind, whose “phenomenological” character cannot be rightly understood without taking properly into account the problem of skepticism. KEY WORDS: Hegel. Phenomenology. Skepticism. Refutation. (shrink)
Segundo Ser e tempo, o cuidado, como ser do ser-aí, é definível pela expressão complexa “ser-já-precedentemente-a-si-em (o mundo) como ser-junto-a (ente intramundano que vem ao en-contro)”, a qual é apresentada deste modo no Parágrafo 41, que trata de “O ser do ser-aí como cuidado”. Nesta expressão, pretende Heidegger indicar cada um dos existenciais (disposição, compreender, fala, assim como também decair e mundo), e condição da correta compreensão do sentido desta estrutura é o entendimento de que há co-originariedade (Gleichursprünglichkeit) entre eles, (...) isto é, de que a abertura de mundo só ocorre como resultado dos existenciais conjuntamente. Sem pretender contestar tal co-originariedade entre os existenciais no que diz respeito à abertura de mundo (e, portanto, do ser), pretendemos apenas chamar a atenção para o fato de que tal condição da abertura não implica necessariamente que os caracteres do ser do ser-aí tenham que ser entendidos como simultaneamente genéticos na abertura, mas apenas da abertura, e que o ser do ser-aí como cuidado tem seu fundamento originário no carecer. Este último constitui os Em-virtude-de-quê? (Worumwillen) que determinam as disposições, a partir das quais vem a ser as totalidades conformativas (Bewandtnisganzheiten) estabelecidas, como significâncias, no compreender interpretativo, sendo ambos, disposição e compreender, articulados pela fala, com o que tem origem, então, abertura de mundo. Sendo assim, já que o ser do ser-aí é disposição compreensiva e falante no mundo, percebe-se por que se afirma aqui que o fundamento do cuidado como ser do ser-aí é o carecer. Contudo, só é possível dizer que o ser do ser-aí é o cuidado caso a angústia, disposição que corresponde ao saber da morte como compreender projetivo, se manifeste, própria ou impropriamente. PALAVRAS-CHAVE – Ser-aí. Disposição. Compreender. Fala. Impessoal. Angústia. Cuidado. ABSTRACT According to Being and Time, care, as the being of Dasein, is definable by the complex expression “ahead-of-itself-Being-already-in-(the world) as Being-alongside (entities encountered within-the-world)”, which is presented this way in Paragraph 41, that approaches “Dasein’s Being as Care”. Through this expression, Heidegger intends to point out each one of the existentialia (state-ofmind, understanding, discourse, as well as falling and world), and as condition to the correct understanding of the meaning of this structure is the understanding of the fact that there is equiprimordiality (Gleichursprünglichkeit) among them, that is, that the world disclosedness only occurs as a result of the existentialia in conjunction. Without intending to contest this equiprimordiality among the existentialia with respect to the disclosedness of world, (and, therefore, of Being) we just intend to call attention to the fact that this condition of the disclosedness does not necessarily mean that the characters of the Being of Dasein have to be understood as simultaneously genetic in the disclosedness, but only for the disclosedness, and that the being of Dasein as care has its original basis in the need. The latter constitutes the for-the-sake-ofwhich (Worumwillen) that determine the state-ofmind, from which the totality of involvements (Bewandtnisganzheiten) are established, as significance, in the interpretative understanding, where both – state-of-mind and understanding – are articulated by discourse, with which there is, therefore, the origin of world disclosedness. This way, as the being of Dasein is a discoursing and understanding state-of-mind in the world, it is possible to realize why it is said here that the basis of care as being of Dasein is the need. However, it is only possible to affirm that the being of beingthere is care if anxiety, the state-of-mind that corresponds to the awareness of death as a projective understanding, manifests itself, either properly or improperly. KEY WORDS – Dasein. State-of-mind. Understanding. Discourse. Anxiety. Care. (shrink)
A ideia central deste texto é de discutir as condições de compreensáo da bioetica, a partir da hipotese de um quadro referendal que residiria no proprio entendimento do conceito. Assim, o texto inicia por uma analise da compreens áo do conceito, para depois apontar para um quadro referendal derivado do mesmo, e, finalmente, apresentar a ideia de uma metabioetica, enquanto uma perspectiva de compreens áo da bioetica que pode ser estruturada a partir do principio da complexidade, aplicado as Ciencias Humanas (...) (Morin), e fundamentado na concepç áo do pensamento transversal (Deleuze/Guattari). (shrink)
Propósito deste ensaio é apresentar uma nova abordagem ao velho problema que é o acesso filosófico ao Deus cristão. Isto acontece dentro do esquema de uma nova metafísica cujo ponto de partida é a capacidade que a mente tem de percepcionar a totalidade do ser, facto este que o artigo apresenta como sendo justamente uma estrutura central do intelecto. Dado que as distinções entre intelecto e mundo, conceitos e realidade, sujeito e objecto, etc., já pressupõem a totalidade do ser dada (...) perceptivamente e nela está baseada, esta totalidade, assim concebida, torna-se mais fundamental que todas aquelas famosas distinções. A tarefa dessa nova metafísica aqui em questão consiste em explicitar uma explicação desta totalidade. No presente artigo, esta explicação é desenvolvida apenas numa direcção, a saber, a explicação no sentido de como proceder da totalidade do ser para o Deus cristão. Neste sentido, uma distinção fundamental é feita entre "o Absoluto" e "Deus (cristão)". A filosofia (cristão) tradicional acreditou frequentemente que a filosofia só poderia explicitar a "determinação" do absoluto como criador do universo finito. O autor do artigo visa justamente demonstrar que outras determinações do Absoluto podem ser filosoficamente alcançadas; mas isto pressupõe que a história da liberdade do Absoluto seja radicalmente tomada em consideração. Ora isto, por sua vez, significa que a história e interpretação da religião - especialmente da religião segundo a tradição judaico-cristã - tem de ser vista como um tópico filosófico verdadeiramente central. Assim compreendido, o Absoluto é apropriadamente designado por "Deus (cristão)". Segue-se que uma das consequências desta abordagem é a de que uma vincada distinção entre filosofia tradicional e teologia tradicional cristã deve ser abandonada. /// The purpose of this essay is to present a new approach to the old problem of philosophical access to the Christian God. This is done within the frame of a new metaphysics whose starting point is the mind's perception of the totality of being which is shown to be a central structural feature of the mind as such. Since the distinctions between mind and world, concepts and reality, subject and object, and the like, already presuppose the perceptually given totality of being and are based on it, this totality, so concei-ved, is more fundamental than all those famous distinctions. The task of the envisaged new metaphysics consists in working out an explication of this totality. In this paper this explication is developed only in one direction: the explication in the sense of how to proceed from the totality of being to the Christian God. To this effect, a fundamental distinction is made between "the Absolute" and "(Christian) God". Traditional (Christian) philosophy had constantly believed that philosophy could only work out the "determination "of the Absolute as the creator of the finite universe. The paper endeavours to demonstrate that further determinations of the Absolute can be philosophically reached; but this presupposes that the history of the freedom of the Absolute is radically taken into account. And this, in turn, amounts to the claim that the history and interpretation of religion - most especially according to the Judaic-Christian tradition -must be seen as a central philosophical topic. Thus understood, the Absolute is appropriately called "(Christian) God". One of the consequences of this approach is that the sharp distinction between traditional philosophy and traditional Christian theology should be abandoned. (shrink)
Nesse artigo, pretendo demonstrar de que modo podemos presenciar no discurso do Aristófanes do Symposium platônico, algumas piadas estanques próprias à comédia aristofânica e, principalmente, de que maneira a literalização da metáfora, expediente dramático recorrentemente utilizado por Aristófanes, aparece luminosamente dentro do diálogo, cumprindo uma função cuja comicidade foi substituída pela trágica impotência humana frente à superioridade divina.
A Teoria Crítica propõe, com Theodor Adorno, uma íntima relação entre filosofia e desenvolvimento de experiências formativas, constituindo um referencial teórico indispensável para o entendimento acerca do que é pensar filosoficamente em uma perspectiva denominada negativa. Nessa relação, a experiência e racionalidade estética demarcam uma nova forma de conceber a razão e seu momento na relação com a objetividade. Esse momento da razão não indica apropriação, mas remete para uma aproximação e, a partir dessa, a construção de sentido. A problemática (...) que orienta este texto indaga sobre como os conceitos de concreto, aproximação e construção se articulam no desenvolvimento das chamadas experiências formativas. Defendemos a hipótese de que a partir da articulação desses conceitos a riqueza constitutiva da realidade passa a ser manifestada e apreendida, possibilitando, mediante a ampliação das experiências, a manifestação do novo e a construção de sentido. Essa constelação conceitual indica o desafio de considerar a objetividade para além do imediatamente dado; indica, também, o sentido que deve assumir a tensão dialética geradora da aproximação e, por último, um caminho que nos auxilia na tarefa de compreensão do pensamento crítico de Theodor Adorno. (shrink)
O presente artigo pretende dar sentido à afirmação feita, mais do que uma vez, por Paul Ricoeur, de que a sua filosofia poderia ser vista como um kantismo pós-hege-liano. Nesse contexto, o artigo procura abordar o pensar ricoeuriano mostrando de que modo ele se instaura e se desenvolve no horizonte kantiano de uma filosofia dos limites do saber. Essa abordagem é desenvolvida em dois momentos. O primeiro dirige-se à leitura que Paul Ricoeur faz da Crítica da Razão Pura de Kant. (...) O segundo centrar-se-à em três momentos fulcrais da Filosofia de Paul Ricoeur - a definição do seu projecto Filosofia da Vontade, a figura própria da sua Hermenêutica e o filosofema inovação semântica - evidenciando em cada um deles a ressonância da herança kantiana. /// Aim of this article is to to explore the meaning of Paul Ricoeur's persistent characterization of his own work as a post-Hegelian Kantism. In view of this end, the article demonstrates that Ricoeur's thinking is at once rooted and developed within the horizon of Kant's critical philosophy of limits in regard to knowledge. This can be shown by first considering Ricoeur's reading of the first Critique, and then centering on three decisive moments of Ricoeur's philosophy, to wit, the formulation of the project developed in the Philosophy of Will, the shape of his theory of hermeneutics, and his notion of semantic innovation that can be conceived as a philosophema. The Kantian influence can be seen to resonate in all three instances. (shrink)
Um dos grandes problemas que se estabeleceu nas discussões filosóficas, e não somente de ordem filosófica, mas também científica, é o problema da relação mente e corpo. O problema da relação “mente e corpo” teve seu momento de maior evidência no século 17 com o filósofo francês René Descartes o qual enfatizou que o homem é ser composto de duas substâncias distintas, uma material e outra imaterial. Tal pensamento tem se tornado o centro de discussões entre dualistas e monistas. Daniel (...) C. Dennett é um monista naturalista que contrapõe firmemente a postura dualista e suas extensões. A partir do pensamento desenvolvido por Dennett é que neste trabalho procurar-se-á mostrar a impossibilidade da existência de uma substância imaterial. E ainda apontar-se-á uma possível solução sugerida por esse filósofo naturalista da mente, bem como será também colocada a importância da fundamentação de tal teoria para os estudos filosóficos e científicos na contemporaneidade. E para tal fundamentação será enfatizado o importante papel da intencionalidade e da compreensão de consciência dentro da filosofia dennettiana. (shrink)
A Filosofia do Direito de Hegel trata da Ideia da Liberdade e suas formas de concretização. É a expressão do exercício efetivo da autonomia da “pessoa do direito” enquanto capacidade jurídica. Isso inclui o direito de propriedade e do contrato; o direito da vontade moral, enquanto trata das condições da responsabilidade subjetiva; e as mediações da eticidade, enquanto desenvolve o exercício da autonomia nas instituições sociais: a família, as corporações e o Estado.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO WERNECK, Luzia Maria de Jesus. O espiritismo tropicalizado e o tratamento espiritual : um estudo de caso em Santa Luzia – MG. 2011. 137 folhas. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião, Belo Horizonte.
Resumo: Este artigo busca compreender a situaçáo filosófica de alguns dos autores cujas vidas e cujos pensamentos estiveram entre Kant e Hegel. Romantismo alemáo foi como ficou conhecida esta época. Dentre seus primeiros autores, estiveram Friedrich Schlegel e Novalis, além de Hölderlin. Tais pensadores buscaram superar a crítica feita por Kant à pretensáo do conhecimento filosófico de alcançar a verdade absoluta, as coisas como sáo em si mesmas. Essa superaçáo, contudo, jamais conseguiu, para eles, completar-se – como aconteceria depois no (...) sistema de Hegel, para quem contradições só seriam aceitas como etapas do que chamou de dialética, cuja essência era, ao fim, solucioná-las na figura da síntese. Limitaçáo finita do homem diante do todo do ser, como firmara Kant, era o que ficava para trás com Hegel. Schlegel, Novalis e Hölderlin náo se contentam com a crítica de Kant, mas tampouco acreditam na síntese de Hegel. Parecem sugerir outro caminho para a modernidade ocidental, que náo se jogava na sanha hegeliana pelo saber absoluto sem despertá-la, toda vez, pela consciência crítica kantiana – e que náo se contentava com esta sem sonhar com aquela. Tal caminho é o que este artigo busca compreender. Palavras-chave: Hegel; Kant; Romantismo. (shrink)
Este artigo tem como objetivo mostrar o erro de Rosa Luxemburg em sua crítica aos esquemas de reprodução de Marx em O Capital. Em sua obra, O Capital, Marx demonstrava que a reprodução econômica da sociedade capitalista era um processo exclusivamente endógeno, conduzido inteiramente pela classe trabalhadora e pela classe capitalista. Segundo ele, a sociedade capitalista produzia e reproduzia os seus próprios fundamentos sem a necessidade de uma terceira classe social externa ao sistema. Rosa Luxemburg considerava que essa concepção de (...) Marx era uma abstrata e separada da economia real. De acordo com ela, a acumulação de capital é impossível sem a existência de uma terceira classe de consumidores externa ao sistema, a qual funcionaria como classe compradora da mais-valia destinada à acumulação. Este artigo mostrará que essa concepção tem origem na falta de compreensão sobre a natureza dialética do método de exposição de O Capital por parte de Rosa Luxemburg. (shrink)
Montaigne insiste ao longo dos Ensaios em seu desprezo pela retórica. Mas como procuraremos mostrar aqui, sua "forma natural" inscreve-se em grande medida dentro dos termos da própria retórica, sob uma mobilização particular dos preceitos e convenções tradicionalmente apropriados à escrita em primeira pessoa, especialmente aqueles que regulavam o sermo familiaris, gênero recuperado pela primeira vez na Renascença por Petrarca. Retomamos assim, para desenvolvê-la, a fecunda intuição de Hugo Friedrich que, em sua clássica obra sobre os Ensaios de Montaigne, aponta (...) o seu parentesco com a forma epistolar de Petrarca, sem, porém, acompanhá-lo quando distancia o ensaio da epístola familiar, por entendê-lo como marco de ruptura com os procedimentos da retórica e, assim, com toda a prosa artisticamente trabalhada do humanismo. Montaigne insists throughout the course of the Essays on his disdain for rhetoric. But as we try to expose here, his "natural form" includes itself to a large extent in the terms of rhetoric itself, under a particular usage of the precepts and conventions traditionally appropriate to the discourse in first person, especially those which regulated the sermo familiaris, genre recuperated for the first time in the Renaissance by Petrarch. We retake, in order to develop it, the fruitful intuition of Hugo Friedrich in his classical work about Montaigne's Essays, indicating its kinship with Petrarch's epistolary form, without, however, following him when he moves the essay away from the familiar epistle by interpreting the essay as a rupture with the rhetorical procedures and therefore with all the artistically worked prose of humanism. (shrink)
O artigo procura apresenta os argumentos centrais das principais correntes interpretativas da Filosofia Política de Hegel na Alemanha, França e no Brasil de forma a avaliar e demonstrar o potencial de diagnose de tal esforço teórico; ao mesmo tempo, objetiva-se demonstrar desde estes autores como uma análise da obra de Filosofia Política de Hegel revela-se atual mediante a articulação de seu sistema como um todo.
O presente artigo consiste em uma leitura do capítulo "Sobre versos de Virgílio". A primeira parte compara o amor com a amizade, questionando a tese de que a superioridade da última em relação ao primeiro é afirmada sem reservas por Montaigne. A segunda parte desenvolve uma interpretação do capítulo guiada pelas noções de "regra", "lei", "norma" e seus correlatos e identifica, a partir das diferentes perspectivas com que Montaigne aborda o assunto, três tipos de "regra": as regras dos homens, as (...) do amor e as do próprio autor dos Ensaios. Pretendemos mostrar que, embora fale muito das mulheres, o capítulo é, sobretudo, uma reflexão sobre a condição masculina. This paper presents a reading on the chapter "Upon some verses of Virgil". Its first part compares love and friendship and questions the thesis that for Montaigne the latter is superior to the former. The second part consists of an interpretation of the chapter guided by the notions of "rule", "law", "norm" and their correlates, and identifies, taking into account the different perspectives in which Montaigne develops the matter, three different kinds of rules - those of men, those of love and those of the Essays' author himself. It intends to show that, although "Upon some verses of Virgil" is a chapter that speaks much about women, it is mainly a reflexion about men and the masculine condition. (shrink)
Encontramos em escritos de juventude póstumos de Nietzsche uma reflexáo sobre a formaçáo da linguagem, sobre a formaçáo do pensamento. Segundo o jovem filósofo-filólogo, o pensamento racional, lógico, dedutivo, surge a partir de imagens, metáforas, metonímias. Todo discurso reconhecido como “científico” parte da imaginaçáo, que é uma atividade poética, artística e ilógica.
O presente artigo objetiva estudar o conceito de “fato da razão”, tendo como norte a intervenção de Beck no cenário da filosofia transcendental, mais especificamente sua abordagem de base kantiana, para em continuação explorarmos o potencial do conceito supramencionado desde as contribuições de Guido de Almeida e Loparic.
A elaboração deste artigo conjunto tem por base a continuidade de um plano editorial do Grupo Kinosophia junto a Revista Inquietude, articulada a um conjunto de aulas do Prof. Früchtl, ministradas em agosto de 2011 na Faculdade de Filosofia da UFG. Sua teoria sobre filosofia do cinema contribuiu para a formação do Grupo de Estudos Kinosophia, ao promover a discussão de suas ideias no exercício de tradução de suas aulas e textos, bem como da revisão da filmografia por ele indicada. (...) Os artigos são, portanto, resultados desta experiência contada em três etapas: 1. Modernidade, subjetividade, Hegel e o Western; 2. O romantismo, o agonístico e o filme de gângster; 3. O hibridismo, Nietzsche e a ficção científica. (shrink)
G. E. Moore identified a peculiar form of epistemic irrationality. Wittgenstein called it “Moore’s Paradox”. Neither of them knew exactly what he was talking about. And yet, the vast literature on the problem leaves no room for doubt: the paradox is deep; its resolution, elusive. But, up until now, we haven’t been in a position to appreciate its importance for contemporary epistemology. This paper puts forward an epistemological solution to the paradox. It also seeks to show that the paradox yields (...) counter-examples to deductive closure claims for both epistemic rationality and knowledge that are immune to contextualist pro-closure maneuvers. (shrink)
Compreende-se, neste trabalho, que a interação entre as formas de poder conhecidas como poder soberano, biopolítica e noopolítica não podem ser subsumidas a uma única forma específica nem ter alguma delas como um paradigma subjacente às demais. São exemplos de tal interação as ações urbanas empreendidas pelo prefeito do Rio de Janeiro no início do século XX, Pereira Passos; assim como as transformações vigentes para adequação da cidade aos grandes eventos, Olimpíadas e Copa do Mundo, e os desalojos do coletivo (...) Guerreiros Urbanos – seja por meio da polícia soberana, seja por meio do poder jurídico de produção da verdade. Estas ações incidem negativamente sobre formas de vida específicas, aquelas dos cortiços, das favelas e das ocupações urbanas, tendo como justificativa o “interesse da cidade”; ou seja, o que é e o que deveria ser a cidade de modos de vida hegemônicas. Portanto, busca-se o entendimento da ação dos poderes, para assim compreender e apoiar as formas tanto de resistência como de invenção e reinvenção de formas de vida na cidade, estejam elas nas favelas ou nas ocupações urbanas. (shrink)
O maior problema do controle de constitucionalidade – um dos institutos básicos do Estado de direito –, com relação à sua justificação democrática, é a chamada dificuldade contra-majoritária [countermajoritarian difficulty], já apontada por Bickel. O texto apresenta o tratamento dessa questão em Habermas, Rawls e Dworkin, a partir da bioética, especialmente o caso do aborto, da eutanásia e da eugenia. Argumenta-se que a justificação moral de boa parte do controle de constitucionalidade encontra sua base em fundamentos morais impostos ao legislador, (...) a partir de uma perspectiva liberal. Tais fundamentos são reconstruídos, tendo em vista a posição tolerante de Locke concernente à problemática religiosa. PALAVRAS-CHAVE – Bioética. Constitucionalidade. Liberalismo. Liberadade religiosa. ABSTRACT The major problem of the control over constitutionality – one of the basic institutes of the rule of law –, with regard to its democratic justification, is the so-called countermajoritarian difficulty, already highlighted by Bickel. The article shows how this issue is tackled by Habermas, Rawls, and Dworkin, from the standpoint of bioethics, especially in matters of abortion, euthanasia, and eugenics. It argues that the moral justification of a great deal of the control over constitutionality finds its basis on moral grounds imposed to the legislator from a liberal perspective. Such grounds are reconstructed with a view to recasting Locke’s tolerant position concerning religious affairs. KEY WORDS – Bioethics. Constitutionality. Liberalism. Religious freedom. (shrink)
Resenha do livro de MONTEIRO, Joáo Paulo. Hume e a Epistemologia ; revisáo de Frederico Diehl [1ª. ed. brasileira]. – Sáo Paulo: Editora UNESP; Discurso Editorial, 2009. (232 p).
O texto é uma resenha de uma obra do filósofo e psicólogo alemão Wilhelm Dilthey. A resenha aborda uma publicação para o português da obra Filosofia e educação na data em que se celebra o centenário de morte de Dilthey. A iniciativa dessa análise se justifica por ressaltar esta edição que: apresenta ao público brasileiro este autor relativamente pouco conhecido em nosso país; introduz os termos de sua filosofia. Dilthey é pensador crucial para o século XX por ter contestado a (...) influência que a doutrina positivista possuiria sobre as ciências humanas (especialmente as sociais, as históricas e as do psiquismo) com seu método hermenêutico. A influência deste pensador se fez sensivelmente presente na obra de autores como Weber, Simmel, Spengler, Ortega y Gasset, Heidegger e Gadamer. (shrink)
Em 2011, celebra-se o centenário de morte de Wilhelm Dilthey (1833-1911). Para esta data, no Brasil e no exterior, editoras e universidades vêm se mobilizando, desde o ano passado, para organizar novas edições e eventos acadêmicos sobre o filósofo alemão. Associados à Fundação Fritz Thyssen em Colônia, Alemanha, tradutores de diversos idiomas vêm vertendo a obra para o inglês, o russo e o japonês. Também traduções para o português estão sendo preparadas no Brasil.
O texto é uma resenha de uma obra do filósofo e psicólogo alemão Wilhelm Dilthey. A resenha aborda uma publicação para o português da obra Introdução às ciências humanas (1883), na data em que se celebra o centenário de morte de Dilthey. A iniciativa dessa análise se justifica por ressaltar esta edição que: apresenta ao público brasileiro este autor relativamente pouco conhecido em nosso país; introduz os termos de sua filosofia. Dilthey é pensador crucial para o século XX por ter (...) contestado a influência que doutrina positivista possuiria sobre as ciências humanas (especialmente as sociais, as históricas e as do psiquismo) com seu método hermenêutico. A influência deste pensador se fez sensivelmente presente na obra de autores como Weber, Spengler, Ortega y Gasset e Gadamer. (shrink)
O autor apresenta aborda, primeiramente, a relação entre poder e razão no pensamento político de Maquiavel. Num segundo momento, apresenta, no pensamento de Hobbes, a trajetória que se estende da razão impotente do estado de natureza até à razão poderosa do Estado, dispensador de segurança. PALAVRAS-CHAVE – Maquiavel. Hobbes. Poder. Razão. ABSTRACT The author analyses in a first moment the relationship between power and reason in the political thought of Machiavelli. In a second moment, he exposes, according to Hobbes’s political (...) philosophy, the path to be gone through from the powerless reason of the state of nature towards the powerful reason of the State, which grants security. KEY WORDS – Machiavelli. Hobbes. Power. Reason. (shrink)
Este artigo tem como escopo fazer uma interpretação fenomenológica do texto da aula de habilitação pronunciada por Martin Heidegger em 1915 na Universidade de Friburgo. Apesar de ser um texto citado muitas vezes pelos estudiosos da obra heideggeriana, pouco se conhece a seu respeito e, sobretudo, que e como algumas ideias – as quais serão desenvolvidas em Ser e tempo (1927) – já estão embrionariamente presentes na referida aula. Nesse sentido, seguindo a indicação do próprio título, pretende-se evidenciar em que (...) sentido há uma diferença fundamental, segundo Heidegger, entre o conceito de tempo na história e na física. Aspecto importante da presente interpretação consiste em vir acompanhada da tradução inédita de trechos significativos do texto em questão. (shrink)
O artigo apresenta os argumentos centrais da política deliberativa de Jürgen Habermas (1), e as perspectivas críticas de Axel Honneth (2) e Nancy Fraser (3) de forma a conferir à política habermasiana uma dimensão mais realista, um conteúdo político de vínculo mais concreto com a orientação emancipatória da práxis, e capaz de lidar melhor com a diferença, a diversidade e o conflito.
Charles S. Peirce é considerado o pai do pragmatismo, doutrina filosófica cujo propósito inicial era aliar o conhecimento racional com ação racional. Entretanto, essa doutrina foi amplamente difundida de maneira desvirtuada em sua época, de tal maneira que não havia mais o pragmatismo, mas “pragmatismos”, obrigando o seu criador a manifestar-se contra essa miríade de doutrinas que pouco ou nada tinham haver com a sua doutrina. Dessa manifestação surgiu o artigo O que é o Pragmatismo, publicado em 1905 no periódico (...) filosófico The Monist, no qual ele encerra de vez o termo pragmatismo e passa a adotar o termo pragmaticismo, palavra esta que segundo o autor é “suficientemente feia para estar a salvo de raptores” (CP5.414). (shrink)
A questao do estabelecimento de quais argumentos indutivos tem maior probabilidade de se aproximar mais da verdade, liga-se com maior intensidade aos raciocinios que envolvem generaliza<;oes humeanas. 0 principio de causalidade, suporte basico da legitimidade da indu<;ao cientifica, e discutido neste trabalho a partir das obje¢es de HUME, a existencia de uma logica que garanta sua racionalidade. Objetivou-se construir uma arqumentacao justificativa que mostrasse que HUME nao prova atraves de sua teoria cetica, que 0 principio causal e irracional; muito embora (...) que nao se tenha ainda conseguido, cornprova-lo como racional. (shrink)
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O artigo parte de uma epígrafe de um autor já clássico que trata da relação entre vontade, autocontrole e inibição e razão, a saber, William James. Meu objetivo é analisar estas ideias filosóficas e psicológicas à luz de um experimento de ponta em neurociência. Defenderei a ideia de que mecanismos de autocontrole racional podem funcionar como uma forma de modulação de estímulos mais básicos e interpreto este fato como um exemplo de como propriedades superiores podem se relacionar com propriedades de (...) níveis inferiores. (shrink)
Com o objetivo de ressaltar a importancia da fabulaç áo , como meio de expressáo do exercicio filosofico, em Plat áo , reconstituem-se inicialmente, neste artigo, os principais passos do Teeteto, cujo final aporético decorreria da n áo exploraç áo pelos interlocutores das hipoteses da Reminiscencia e das Ideias, as quais n áo se restringem ao logos mais estrito nem se dissociam do relato mitico. Em seguida, evidencia-se que, sobretudo a partir dos dialogos da maturidade, a recriaç áo poetica da (...) tradiç áo constitui um suporte doutrindrio indispensável.  . (shrink)
O presente trabalho analisa a perspectiva indeterminista da epistemologia de Karl Popper. A partir da compreensáo unitária do Racionalismo Crítico, como epistemologia e filosofia política, ao mesmo tempo, o artigo mostra em que sentido se pode afirmar que a proposta de Popper revela uma questáo ética de largo alcance e interesse na filosofia contemporânea, sobretudo no que se refere à análise da crise da cientificidade moderna. Palavras-chave: Ética, Indeterminismo, Popper, Racionalismo Crítico.
la82 12.00 Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 Um dos objetivos do presente artigo é analisar a temática da política e da secularizaçáo na obra do filósofo Kierkegaard (1813-1855). Duas obras do pensador dinamarquês seráo especialmente analisadas aqui: O Indivíduo e Exercício do cristianismo . O segundo objetivo, é promover o diálogo de suas teses, contrárias ao processo de secularizaçáo, com as teses de Gianni Vattimo (1936-), pensador italiano e entusiasta de um mundo secularizado. A despeito (...) de suas diferenças, a política e a secularizaçáo aparecem no pensamento dos dois autores. Ambos partem, na verdade, de análises muito próximas, isto é, do conceito paulino de kênósis . A partir dessa idéia, ambos constroem suas respectivas visões acerca da política e da secularizaçáo. Todavia, o foco principal deste artigo é analisar a filosofia de Kierkegaard. A filosofia de Vattimo será analisada apenas de forma secundária e em diálogo com as teses de Kierkegaard. (shrink)
Trata-se de uma reflexão sobre as ameaças aos direitos humanos, sobretudo à dignidade e à liberdade, e à essência humana geradas pelo avanço da biotecnologia. O foco de alerta e resgate da noção de cuidado de si perpassa a perspectiva de futuro de M. Foucault e usa como complemento e desfecho a noção de responsabilidade de H. Jonas para a manutenção da vida e para a realização do sentido do humano e das novas gerações – papel ético por excelência. O (...) texto divide-se em duas partes: a primeira é inspirada em Foucault e a segunda, em Jonas. O leitor é convidado a refletir dentro de uma dupla consideração do tema. PALAVRAS-CHAVE – Dignidade. Direitos humanos. Cuidado de si. Responsabilidade. Futuro. M. Foucault. H. Jonas. (shrink)
O artigo visa analisar como as representações simbólicas da teologia pentecostal clássica, e a vivência comunitária no pentecostalismo clássico, ajudam as pessoas excluídas, cultural, econômica e socialmente a encontrarem um espaço onde lhes é oferecido autonomia. A análise refere-se ao pentecostalismo clássico, ou seja, se busca na tipologia clássica da Assembléia de Deus as representações simbólicas para a construção das argumentações do texto. Referencia-se, o artigo, em autores consagrados que estudaram o pentecostalismo de matriz clássica.
Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} O objetivo deste artigo é apresentar a crítica levinasiana à identificaçáo da subjetividade com a consciência, assim como sua concepçáo de subjetividade de origem anárquica. Para tanto, iniciaremos com a crítica de Levinas ao conceito de Eu, pensado em grande parte da filosofia ocidental e as noções de Ideia (...) do Infinito e Desejo Metafísico como primeiros passos para ruptura desse pensamento. Em seguida, apresentaremos o Rosto como questionador da soberania do Eu e exigência de resposta. Como último momento e objetivo central deste artigo, apresentaremos a anarquia do Eu, ou seja, o Eu sem origem, em recorrência, fora da consciência e destituído de si mesmo. Estes momentos sáo importantes para a construçáo do pensamento ético de Levinas. (shrink)
O objetivo deste artigo é analisar a teoria da justiça de Aristóteles elaborada na Ethica Nicomachea, Livro V, a partir de um certo deslocamento em relação à teoria das virtudes, que faz uso da escolha deliberada do agente, para utilizar-se de critérios mais objetivos baseados na igualdade, em que se encontram aspectos universalistas e procedimentais na constituição dos princípios de justiça na esfera pública, visando identificar uma complementaridade entre uma ética das virtudes e uma ética dos princípios na filosofia prática (...) aristotélica. PALAVRAS-CHAVE – Aristóteles. Ética das virtudes. Ética dos princípios. Teoria da justiça. (shrink)
Ultimamente bastante atençáo vem sendo dispensada ao estudo do ceticismo moderado na modernidade. O famoso historiador da filosofia Richard Popkin, em sua História do Ceticismo de Erasmo a Espinosa , cunhou a denominaçáo de ceticismo epistemológico para qualificar os membros desta corrente e nela inseriu os filósofos setecentistas Gassendi e Mersenne, considerando-os seus principais representantes. Além disso, no século XVIII temos o denominado ceticismo mitigado de Hume, que chamou a atençáo dos filósofos modernos para definir os limites do ceticismo. Este (...) artigo procura contribuir para o estudo do ceticismo moderado na modernidade, mostrando náo só que Hume, Mersenne e Gassendi podem fazer parte do assim chamado ceticismo epistemológico ou mitigado, mas também que há certos elementos comuns em suas filosofias destinados a mitigar os argumentos dos céticos de seu tempo. (shrink)
Alguns filósofos materialistas pensam, contra o dualismo de substância, que uma mente incorporada é apenas uma mente que depende de um corpo para existir, isto é, que a mente náo existe independentemente de um corpo. Tomarei como representativas deste ponto de vista muito limitado sobre incorporaçáo as idéias de Lynne Baker e sua Teoria da Constituiçáo de Propriedades. Baker diz que prefere enfrentar o problema da relaçáo pessoa e corpo em vez da relaçáo mente e corpo porque esta última formulaçáo (...) implica a idéia de uma mente distinta e separada do corpo enquanto que a primeira está mais de acordo com sua concepçáo de uma mente incorporada e situada. O problema é que Baker esquece isso quando define pessoa em termos de perspectiva de primeira pessoa ou autoconsciência. Embora Baker diga que a autoconsciência depende de condições estruturais – um corpo – e ambientais – a situaçáo -, o que torna a pessoa humana autoconsciente uma entidade ontologicamente distinta do corpo que a constitui e de outros animais sáo suas realizações tais como arte, filosofia, ciência, moral, etc. Parece que, para Baker, a autoconsciência é náo apenas uma condiçáo necessária mas também uma condiçáo suficiente para aquelas realizações humanas, enquanto que o corpo desempenha apenas um papel indireto. Contra tais idéias nós podemos perguntar: as grandes realizações que distinguem pessoas humanas de outros animais seriam possíveis independentemente da constituiçáo biológica de nosso corpo e de suas necessidades? (shrink)
O presente artigo contempla a contextualização da educação superior na contemporaneidade, seus desafios e exigências demandados pelos novos tempos e espaços de formação em relação aos estudos da Educação a Distância (EaD) e aos avanços frente aos processos de ensino e aprendizagem em EaD. Este estudo é parte da investigação qualitativa realizada junto aos cursos de Pedagogia EaD da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O lastro teórico que embasou esta (...) investigação foram os estudos apresentados por Belloni (2003), Litwin (2001), Leite (2002), Sancho (2006) e outros. Os resultados da pesquisa apontam que a EaD, mediada pelas tecnologias, apresenta características que propõem avanços aos processos de ensino e aprendizagem dessa modalidade, produzindo mudanças na cultura dos sujeitos, tornando os autônomos, participativos e integrantes da cultura digital. (shrink)
Com este artigo, problematizou-se o potencial da formação continuada de professores por meio da educação a distância mediada pelo Moodle. Nessa perspectiva, pesquisou-se, principalmente, a integração hipermidiática das tecnologias nesse ambiente virtual de aprendizagem, no curso a distância de pós-graduação lato sensu em Mídias na Educação. Para isso, selecionou-se uma aula de uma disciplina desse curso oferecida no primeiro semestre de 2011 por uma universidade na qual um dos autores deste artigo trabalhou como professor-tutor. Assim, foi realizada uma investigação com (...) base na abordagem metodológica qualitativa através da observação participante, na qual se percebeu que a integração da hipermídia potencializa o diálogo-problematizador, a interatividade e o desenvolvimento da flexibilidade cognitiva nos professores-cursistas. Dessa forma, observou-se que a navegação em uma hipermídia educacional respeita o ritmo e as maneiras de aprendizagem de cada sujeito, uma vez que possibilita que os temas a serem estudados sejam acessados de forma não-linear, ou seja, de acordo com o interesse de cada aprendente e por meio de diferentes mídias. Isso viabilizou aos cursistas fazerem diversas associações entre diferentes conteúdos inter-relacionados, proporcionando assim uma ampliação da visão sobre os assuntos educacionais abordados na disciplina e, posteriormente, poderem aplicar esse conhecimento em novas situações de ensinoaprendizagem. (shrink)
O objetivo deste artigo é analisar o conceito de vivência (Erlebnis) na filosofia de Nietzsche, desde o seu primeiro emprego em língua alemã, seu significado e a recepção que Nietzsche faz da palavra no interior da sua filosofia. O conceito de Erlebnis, particularmente caro à filosofia de Nietzsche, mas também à fenomenologia, possui originariamente uma tríplice significação: a) a imediatez (Unmittelbarkeit) entre homem e mundo; b) a significabilidade (Bedeutsamkeit) para o caráter global da existência; e c) a incomensurabilidade (Inkommensurabilität) do (...) conteúdo da própria vivência, conferindo a ela também uma dimensão estética. A tríplice significação de Erlebnis implica na sua estreita associação a pathos. This paper aims to analyze the concept of experience (Erlebnis) in the Nietzsche's philosophy, since its first use into the German language, its meaning and reception of Nietzsche inside his philosophy. The concept of Erlebnis, especially dear to the philosophy of Nietzsche, but also to phenomenology, originally has a triple meaning: a) the immediacy (Unmittelbarkeit) between man and world, b) meaningfulness (Bedeutsamkeit) to the global nature of existence and c) incommensurability (Inkommensurabilität) of the experience's content itself, giving it also an aesthetic dimension. The threefold meaning of Erlebnis implies its close association with pathos. (shrink)
Neste artigo, faremos uma análise da noção socrática de technê, que se desdobra em dois sentidos: uma sabedoria instável, humana e crítica (uma sophia de Dédalo), e uma sabedoria estável, divina e ideal. Ambas seguem o critério racional, o que implica uma concepção da alma segundo a qual as motivações são estritamente racionais.
O presente trabalho versa sobre o tema, central no projeto filosófico de Kant, da refutação do idealismo, concentrando-se em dois momentos da Crítica da Razão Pura (CRP): a Dedução Transcendental e a Refutação do Idealismo. Adoto duas hipóteses interpretativas: a primeira, de que a seção da CRP intitulada "Refutação do Idealismo" não esgota o projeto kantiano de uma refutação do idealismo, mas lhe fornece o acabamento, apresentando-se como um desenvolvimento de argumentos aduzidos na Dedução Transcendental. A segunda, de que a (...) refutação kantiana do idealismo assume uma forma bipartida pelo fato de que são essencialmente duas as figuras do idealista que a argumentação implicitamente apresenta como adversário da teoria transcendental do conhecimento. Chamarei essas figuras de idealista cético e idealista da autoconsciência e procurarei demonstrar e discutir a presença, na CRP, de dois distintos movimentos argumentativos anti-idealistas que lhes correspondem nas seções da Refutação e da Dedução. Finalmente, esboçarei a pergunta sobre se e em que medida, entendida na perspectiva de sua forma bipartida, a refutação kantiana completa do idealismo na CRP apresenta uma prova suficiente contra o interlocutor que, apesar de admitir, por hipótese, tanto a possibilidade do conhecimento objetivo quanto seu primado epistêmico em relação à consciência do Eu (consciência dos estados internos ou autoconsciência), subordina o domínio da objetividade à instância transcendental de uma consciência de objetos. This paper concerns about Kant's refutation of idealism and focuses on two chief sections of the Critique of Pure Reason: the Transcendental Deduction and the Refutation of Idealism. I shall argue firstly that the first Critique's section named "Refutation of Idealism", instead of exhausting Kant's project of refuting idealism, constitutes its accomplishment, offering a final deployment for some arguments adduced in the Transcendental Deduction. Secondly, I sustain that the refutation-project has two argumentative stages, since the idealist which is implicitly elected as the opponent of Kant's transcendental epistemology has essentially two faces. I shall term the one "skeptical idealist", and the other "self-consciousness idealist", and I'll endeavor to demonstrate accordingly two anti-idealistic lines of argument, both in the Refutation and in the Deduction. Finally, I shall attempt to assign some meaning to the question if kantian complete refutation of idealism amounts to a sufficient proof against a hypothetical opponent who, even though conceding both the possibility of objective cognition and its epistemic primacy towards self-consciousness, subordinates objectivity to the transcendental instance of a consciousness of objects. (shrink)
Nossa leitura da Carta Sétima parte do pressuposto segundo o qual o filosofar instaura-se sobre um exercício dialético incessante entre fenomenologia e hermenêutica do real. Objetivamos aqui, por um lado, justificar a atualidade e a pertinência da hermenêutica filosófica bem como sua apropriada aplicação aos textos filosóficos e, por outro, elucidar o que julgamos ser o cerne da carta em questão, ou seja, indicar traços fundamentais da verdadeira filosofia e, portanto, dos verdadeiros filósofos segundo nossa leitura do escrito de Platão. (...) Nossa reflexão, em seu conjunto, pretende configurar uma espécie de resposta à carta de Platão, apontando, assim, nossa posição sobre o exercício filosófico atual. Articularemos nosso propósito sobre dois momentos interconectados entre si: iniciaremos elucidando alguns pressupostos hermenêuticos de leitura do texto platônico com o escopo de explicitar nossos elogios à verdadeira filosofia. Our reading of the Seventh Letter starts from the assumption that philosophizing is based on an unceasing dialectical exercise that moves between phenomenology and hermeneutics of the real. Our goal here is, on the one hand, to justify the relevance and pertinence of philosophical hermeneutics and its appropriate application to philosophical texts and, on the other hand, to point out what we see as the core of that letter, viz. sketching the basic features of true philosophy and thus of true philosophers according to our reading of Plato's writing. As a whole, our reflection intends to be a kind of response to Plato's letter as it presents our position about the present exercise of philosophy. This is done through two interconnected moments: we begin by discussing some hermeneutical assumptions of the reading of Plato's text, then we express our praise of true philosophy. (shrink)
O problema da causação descendente é um ponto central na formulação do fisicalismo não-redutivo e na compreensão da emergência de propriedades. Duas interpretações possíveis da causação descendente, nas quais a contribuição do pensamento aristotélico é importante, são examinadas. Os requisitos do programa de matematização da natureza na mecanica clássica, que levaram ao abandono de três dos modos causais aristotélicos, nao parecem igualmente importantes nas ciencias especiais. Isto sugere que a contribuição de Aristóteles pode ser, de certa maneira, retomada. Uma definição (...) de propriedade emergente é apresentada, sendo a causação descendente interprerada de acordo com os modos causais formal e funcional.The problem of downward causation is a key subject in the formulation of nonreductive physicalism as well as in the understanding of property emergence. Two possible interpretations of downward causation, to which Aristotelian thought is relevant, are examined. In the mathematical understanding of nature in classical mechanics, the principle of causality should meet requirements that entailed the rejection of three among the four Aristotelian causal modes. Those requirements do not seem equally important in the special sciences and one may suggest, then, that Aristotle’s contribution may be taken into account. A definition of an emergent property is proposed, in which downward causation is interpreted according to the formal and functional causal modes. (shrink)
No Íon, a autoridade e a sabedoria de poetas e rapsodos são confrontadas por meios indiretos. O caráter oblíquo dessa estratégia impede o acesso direto ao conteúdo do diálogo e provoca inúmeros equívocos de leitura. Um fato contextual estimula mais ainda leituras equivocadas. A poesia tratada no Íon difere muito da forma como nós, modernos, a entendemos. Na Antiguidade grega, de base aural, a poesia era o modo privilegiado de conservação da tradição herdada, e permaneceu exercendo essa função capital até (...) mesmo quando a escrita passou a desempenhar papel relevante na forma de composição e transmissão cultural. Neste contexto, o rapsodo representa uma autoridade que cobre praticamente todos os campos do saber. Autoridade enciclopédica, contra a qual Platão travou uma guerra não sem ambiguidades. O presente artigo busca revelar a motivação profunda que anima o Íon: a contraposição entre dois modos de comunicação, o da poesia e o da filosofia. Defende, ainda, que Platão, ao atacar a performance poética, busca, além de rejeitá-la, substituí-la pelo élenkhos socrático como modo de comunicação ideal para instrução e guia da vida humana. (shrink)
Em breve “diálogo” com dois textos do Prof. John Cooper, este artigo trata um aspecto particular da relação entre os tratamentos da “alma”, principalmente, no Livro IV da República de Platão; e por Aristóteles no De anima, na Retórica e nos tratados éticos. Para Platão, a alma humana representa a combinação de três elementos, partes ou fatores - logistikon, thumoeides, epithumêtikon -, comparáveis a um homem, um leão e um monstro e respectivamente associados a ações causadas pela razão, pelo “thumos” (...) ou por nossos apetites. A tripartição é uma ideia dominante pelo menos em contextos relacionados à psicologia moral e à explicação da ação nos diálogos platônicos a partir da República. Não há grande interesse de Aristóteles pelas “partes” da alma, mas pelo menos no contexto ético há alguma tendência a dividir a alma, se bem que apenas por analogia, e divide frequentemente o desejo em três subtipos - boulêsis, thumos e epithumia. Contudo, naqueles textos aristotélicos que se preocupam mais diretamente com a psicologia moral, isto é, os tratados éticos e a Retórica, o que realmente mais chama a atenção é, acima de tudo, a ausência da tripartição da alma. Para Aristóteles, não há muita utilidade para qualquer ideia de “partes” da alma no sentido platônico. (shrink)
Resenha do livro de Juan Adolfo Bonaccini, Maria de Paz Nunes Medeiros, Markus Figueira de Silva e Oscar Frederico Bauchwitz (Org.). Metafísica: história e problemas: atas do I Colóquio Internacional da Metafísica . Natal: EDUFRN, 2006, 332 páginas. [Coleçáo Metafísica n. 5].
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ITABORAHY, Luiz Carlos. O horizonte da juventude na educação e pastoral populares : história, diálogo e configuração de Medellín a Puebla (1968-1979). 2012. 207 folhas. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião, Belo Horizonte.
Este texto analisa a experiência do pensar e do agir ético em tempos de morte do desejo de filosofar e do sujeito. Também o caráter da experiência de pensamento e a exigência de ruptura com uma determinada imagem do pensamento, consolidada pela própria tradição filosófica e por nossa prática como professores de filosofia e sujeitos éticos. Faz uma crítica à ética universal e à ideia de sujeito universal que lhe é subjacente num contexto em que se proclama a morte do (...) sujeito. (shrink)
Resenha do livro de Erickson, Glenn W.; e Fossa, John A.. A linha dividida : uma abordagem matemática à filosofia platônica . Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2006. 186 páginas. [Coleçáo Metafísica, n. 4].
Resenha do livro de E rickson, Glenn W. e Fossa, John A.. Número e razáo : os fundamentos matemáticos da metafísica platônica. Natal: EDUFRN, 2005. 252 páginas.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO MATTOS, Solange Missagia. Imaginário religioso: o simbolismo do herói à luz de Joseph Campbell e Carl Gustav Jung. 2011. 115 folhas. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião, Belo Horizonte.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO MELO, Mário Henrique Resende. O significado histórico religioso da venerável ordem terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Sabará nas minas oitocentistas: práticas religiosas e representações. 2011. 100 folhas. Dissertação (Mestrado) – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião, Belo Horizonte.
Este estudo, realizado por meio de pesquisa bibliográfica, tem como foco a Ética da Libertação de Dussel, com o objetivo de refletir sobre a relação entre o Eu e o Outro no campo social, debatendo a questão da exclusão social. A partir de sua ética analisa-se criticamente o discurso eurocêntrico moderno e a possibilidade de superação do irracionalismo moderno, por meio da razão crítico-libertadora. Está estruturado em duas partes: na primeira, apresentamos o olhar de Dussel sobre a modernidade, focando o (...) debate para o eu e o outro no pensamento moderno e, na segunda, tecemos reflexões a partir da Ética da Libertação de Dussel sobre a possibilidade de superação do irracionalismo moderno, por meio da razão libertadora. (shrink)
O artigo "Educação moral: a busca da excelência a partir de virtudes aristotélicas e a formação do educador" coloca em relevo a necessidade do cultivo de virtudes para a construção da excelência moral do homem. Discutimos a importância da compreensão do termo filosófico. Os resultados esperados consistem na possibilidade do educador de conseguir compreender, dentre os valores clássicos, em específico, o da justiça e o da amizade, como sendo a base para a discussão da educação moral. Se a educação moral (...) exerce algum papel na formação da personalidade humana, então, é preciso examinar quais virtudes são efetivamente necessárias para o desenvolvimento do caráter do homem. A educação moral, tal como temos concebido, possibilita a construção da autonomia do educando para que ele se torne um cidadão emancipado, independente, crítico e, antes, autocrítico. Com efeito, o problema desta investigação consiste na pergunta: quais são os desafios para a formação do educador no processo de conquista da excelência a partir de virtudes aristotélicas em se tratando de educação moral? Nesse sentido, o objetivo principal deste trabalho é compreender a excelência humana a partir do desenvolvimento de virtudes aristotélicas, especialmente a justiça e aamizade, com vistas aos desafios que se colocam aos educadores. Do ponto de vista do método, o trabalho é realizado a partir de revisão bibliográfica e procura problematizar, conceituar e argumentar características típicas do método de forma mais rigorosa, virtudes fundamentais para a formação do caráter do homem. (shrink)
Neste artigo, submetendo a breve análise a digressáo sobre a maiêutica “socrática”, tentamos demonstrar em que medida a escolha dos personagens do Teeteto de Platáo determina a natureza do debate desenvolvido ali. Inspirados pelo critério hermenêutico da escola de Tübingen-Miláo , julgamos que a recomposiçáo dos perfis dramático-biográficos daqueles personagens, em plena harmonia com a teoria do escrito-jogo de Platáo apresentada na parte conclusiva do Fedro e completada, em seu aspecto dramático-compositivo pelo livro III da República , seja elemento central (...) para um correto ajuste de perspectiva a partir da qual deve-se ler o diálogo. Nesta sede, recorremos também a alguns passos do tratado matemático exposto no VII livro da República de Platáo, texto fundamental para a reconstruçáo dramática dos personagens do Teeteto e, por via de consequência, para uma correta justificaçáo da leitura que propomos. (shrink)
A história intelectual do século XX tem sido escrita ao longo de um cenário que vê, na morte de Merleau-Ponty em 1961, a linha de divisória entre uma geração existencial e fenomenológica e o evento do estruturalismo imediatamente subsequente. A publicação das notas de leitura de Merleau-Ponty sobre o texto A origem da geometria, de Edmund Husserl, tem mostrado quão frágeis são os alicerces desta leitura simplificadora. Na verdade, enquanto a tradução e introdução de Derrida ao texto de Husserl, de (...) 1962, tornavam-se um texto fundamentador para a geração estruturalista, introduzindo uma reflexão sobre a historicidade e a materialidade da idealidade, foi apenas em 1998, com a publicação das notas da conferência de Merleau-Ponty no Collège de France, em 1959, sobre o mesmo tópico, que se tornou claro quão próximo está o primeiro Derrida do último Merleau-Ponty. Assim como Derrida, Merleau-Ponty identificou, na tensão husserliana entre arqueologia e teleologia, o problema básico da fenomenologia, introduzindo a questão da história e a do meio de transmissão cultural. Comparar tais leituras em seu contexto específico não apenas permite um retrato mais complexo dos debates intelectuais da época, mas também mostra como, com a interpretação de Merleau-Ponty sobre A origem da geometria, a "différance" de Derrida antecede-se e admite outra genealogia. (shrink)
Resenha do livro de Maglio, Gianfranco, Autonomia della città dell’uomo e religione in Marsilio da Padova. S. Pietro in Cariano: Il Segno dei Gabrielli editori, 2003, 226 páginas.
Ao contrário do que as diversas aproximações entre Husserl e Descartes podem sugerir, Husserl foi um severo crítico do dualismo mente-corpo. Esse texto tem por objetivo explicar o conceito husserliano de corporeidade para assim expor como o autor defende uma concepção não dualista da corporeidade. Para Husserl não se trata de propor ‘eu tenho um corpo’ – o que pressupõe um componente anímico possuidor –, mas sim ‘eu sou um corpo’.
Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 No presente artigo, trataremos acerca de algumas similitudes que podem ser percebidas entre as obras de Jean-Jacques Rousseau e Platáo. Pretendemos examinar principalmente as proximidades existentes acerca da eloqüência ou do poder do discurso tendo como fim ações políticas. Visa-se demonstrar que ambos autores possuem tanto uma valoraçáo positiva, quanto uma valoraçáo negativa do discurso e da eloqüência. Para tanto, utilizaremos principalmente as obras: Ensaio sobre a origem das línguas e o Discurso sobre (...) a desigualdade de Rousseau, e Fedro e Górgias , de Platáo. (shrink)
o conceito de Idealismo Transcendental e aplicado por Kant para diferenciar 0 conceito tentando mostrar que ele e inseparavel do conceito de fenemeno e do polemico conceito da coisa em-st. Feito isso, evidencia algumas das dificuldades que 0 referido conceito coloca a partir da analise de algumas objecoes "classicas'' levantadas pelo Idealismo Alernao. Palavras-chave: Kant -Idealismo Transcendental -Fenorneno, Coisa Em-si. o empreendimento da Critica da razao Pura dos sistemas idealistas tradicionais. 0 autor analisa.
As teorias feministas de gênero passaram nas ultimas décadas de uma concepção pós-marxistas a partir dos novos estudos de cultura e identidade, baseando-se no movimento de redistribuição, para o de reconhecimento. Este artigo mostra esse processo de mudança de paradigma. Nele não se procura uma análise de gênero ampla o bastante para abrigar todas as variedades das preocupações feministas. Mostra a concepção de justiça de Nancy Fraser que abrange tanto a redistribuição quanto o reconhecimento, pois reparar a injustiça certamente requer (...) uma política de reconhecimento. Traz a ideia de Reconhecimento de Axel Honneth que estabelece os padrões de reconhecimento inter-sugestivo: o amor (que gera autoconfiança – amizade, relações no trabalho), o direito (auto-respeito) e a solidariedade (auto-estima - reconhecimento, interação social). Conclui-se com uma tentativa de conceitos de redistribuição e reconhecimento de Fraser e Honneth para contribuir na correção da má redistribuição ou o não reconhecimento de gênero. (shrink)
Resenha do livro de Giovanna Borradori. A filosofia americana: conversações com Quine, Davidson, Putnam, Nozick, Danto, Rorty, Cavell, MacIntyre e Kuhn . Traduçáo de Álvaro Lorencini. Sáo Paulo: Editora UNESP, 2003, 223 páginas.
Resenha do livro de Juan Adolfo Bonaccini. Kant e o problema da coisa em si no Idealismo Alemáo : sua atualidade e relevância para a compreensáo do problema da Filosofia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003. 442 páginas [Coleçáo Metafísica 3].
Resenha do livro de Andrade, Abraháo Costa. O pote e a rodilha : tempo e imaginaçáo como história por fazer segundo o pensamento de Paul Ricoeur. Natal: EDUFRN, 2006. [Coleçáo Metafísica]. 134 páginas.
Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 O presente estudo pretende examinar em que medida as reformulações da ética kantiana, empreendidas por Habermas e Rawls, poderiam responder às objeções de tipo hegeliano desfechadas contra a ética de Kant. A concepçáo de justiça desenvolvida por Rawls em seu livro A Theory of Justice e reformulada em Political Liberalism tem sido alvo de críticas de pensadores das mais diversas vertentes, inclusive comunitaristas, entre as principais objeções encontram-se a de que está comprometido com (...) um conceito atomista de pessoa e uma concepçáo contratualista de sociedade. Habermas, em seu livro Erläuterungen zur Diskursethik procura examinar se as objeções de tipo hegeliano se aplicam quer a ética de Kant quer a ética do discurso. (shrink)
A característica mais notável da filosofia renascentista foi também o que tornou sua assimilação pela história da filosofia tão difícil: a interação entre forma e conteúdo, entre ideia e sua expressão. Tal resulta da tentativa de realizar outra inter-relação que lhe é ainda mais essencial: aquela entre teoria e prática, pensamento e ação. Nos Ensaios de Montaigne, o método constitui antes de tudo um estilo de vida: a linguagem é aí o meio pelo qual a implicação entre mundos externos e (...) internos, o eu e a realidade - assim entre intelecto e sensibilidade, arte e natureza, fato e valor, identidade e alteridade etc. - busca tornar-se evidente, permitindo a percepção de seu permanente remodelar recíproco. The most remarkable characteristic of Renaissance philosophy was also what made its assimilation by History of Philosophy so difficult: the interaction between form and content, between idea and its expression. This results from trying to achieve another inter-relationship which is even more essential: that between theory and practice, thought and action. In Montaigne's Essays the method is primarily a lifestyle: there the language is the means by which the implication between external and internal worlds, self and reality - and so between intellect and sensibility, art and nature, fact and value, identity and otherness, etc - seeks to become apparent, allowing the perception of its permanent reciprocal remodeling. (shrink)
Trata-se de urn exame do conceito de lei natural na obra de Michel de Montaigne (1533-1592) através, principalmente, de considerações acerca da história das noções de lei , natureza e lei natural que, auxiliando a compreender sua ambientaçáo no pensamento renascentista, apoiam a análise simultânea de seu sentido nos Ensaios.  .
Este artigo pretende introduzir os três volumes de Principia que aparecerão em sequência homenageando os 80 anos do professor Newton da Costa. Ao invés de apresentar os artigos um a um, como se faz usualmente em uma introdução como esta, preferimos deixar os artigos falarem por si, e oforoecer aos leitores brasileiros, especialmente nossos estudantes, alguns aspectos da concepção de ciência e da atividade científica de Newton da Costa, fundamentadas no conceito de quase-verdade, que ele contribuiu para desenvolver de modo (...) rigoroso. Da Costa e conhecido como urn dos fundadores da lógica paraconsistente, mas suas contribuições alcançam também os fundamentos da física, da ciência da computação,a teoria dos modelos, a lógica algébrica, a teoria dos reticulados, as aplicações de lógicas não-clássicas à ciência do direito e à tecnologia, etc. No entanto, talvez sua maior contruição tenha sido proporcionar a base para a criação de uma escola de lógica em nosso país (Brasil), à qual serviu como professor e inspirador par gerações. É com satisfação que vimos uma imediata aceitaçãoo pelos editors de Principia para a organização desses volumes. Gostaria de agradecer a todos os que contribuiram com artigos e aos editors da revista, em especial ao professor Cezar Mortari pela ajuda na organização desta homenagem. (shrink)
O presente estudo busca apresentar como a noçáo de fisio-psicologia proposta por Nietzsche se estrutura sobre o corpo e exige uma alteraçáo particular na determinaçáo da noçáo de vontade. Para realizar tal empreendimento, tomamos como parâmetro principalmente o aforismo 19 de Para Além de Bem e Mal . Neste texto, Nietzsche apresenta uma releitura da noçáo de vontade a partir da análise da estrutura dos afetos, dos pensamentos e dos sentimentos. A importância desse empreendimento se justifica por abrir espaço para (...) uma proposta psicológica baseada em um dinamismo que está para além dos processos conscientes. (shrink)
Este artigo aborda a influência do republicanismo ciceroniano no pensamento de Nicolau Maquiavel e pretende demonstrar como este renova a tradição do pensamento político ocidental. Tendo como fio condutor a análise do regime misto e da virtude cívica como elemento comum aos dois autores, pretendemos estabelecer, ao final do texto, a inovação maquiaveliana do elogio dos conflitos frente à valorização da concórdia apregoada pelo republicanismo clássico.