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¿Puede un filósofo, sin más, tomar el lado de las víctimas, cuando se trata de situaciones de justicia e injusticia? ¿Puede carecer de un punto de vista objetivo acerca de lo que es moralmente bueno o malo? Si el filósofo sostiene que lo que las víctimas demandan, en lugar de redistribución, es reconocimiento, ¿debe proveer una convincente teoría de lo que es el reconocimiento y del modo como él juega un papel en las situaciones de justicia e injusticia? Este artículo (...) contrasta las teorías de Iris Marion Young, Nancy Fraser y Axel Honneth, filósofos que establecen un nexo entre justicia y reconocimiento y que coinciden, además, en inscribirse en la tradición teórico-crítica. Ellos difieren en explicar cómo el reconocimiento está implicado en los conflictos y las demandas políticas. El artículo trata de proveer una explicación para estas diferencias a partir de diferencias meta-filosóficas sobre la filosofía política como empresa intelectual. When talking about justice and injustice, can philosophers, simply, take the victims' side? Even when these philosophers belong to the critical theoretical perspective, can they be excused from providing an objective account of what is morally wrong? If, for instance, they hold that victims are demanding recognition, instead of redistribution, don't they need a social theory about how recognition plays its role in the shaping of justice and injustice? This article addresses these questions in regard to Iris Marion Young, Nancy Fraser and Axel Honneth. Although they subscribe to the critical theory's tradition, as well as involve recognition when talking about justice, their paths go in different directions when they have to explain how recognition is involved in social conflicts and political demands. The main purpose is to show that their differences have to do, mainly, with two different understandings of political philosophy as an intellectual enterprise. (shrink)
Defiendo la legitimidad de la pregunta acerca de cuál puede ser el estatuto cognitivo de la Teoría Económica, y sostengo que la Teoría se comprende mejor como una rama de la Filosofía Política formal, en concreto, como una especie de contractualismo. Esto parece particularmente adecuado corno explicación de la Teoría deI equilibrio general. Dado el carácter intencional de las variables explicativas de la Teoría Económica y el papel de la información al realizar una elección, se argumenta que es improbable que (...) dicha Teoría pueda garantizar el poder predictivo, que le permitiría funcionar corno teoría factual en vez de corno teoría normativa.I defend the integrity of the question of what the cognitive status of economic theory could amount to, and I argue that the theory is best understood as a compartment of formal political philosophy, in particular a species of contractarianism. This seems particularly apt as an account of general equilibrium theory. Given the intentional character of the explanatory variables of economic theory and the role of information in effecting choice, it is argued that economic theory is unlikely to secure the predictive power that would enable it to function as a factual instead of a normative theory. (shrink)
O artigo procura apresenta os argumentos centrais das principais correntes interpretativas da Filosofia Política de Hegel na Alemanha, França e no Brasil de forma a avaliar e demonstrar o potencial de diagnose de tal esforço teórico; ao mesmo tempo, objetiva-se demonstrar desde estes autores como uma análise da obra de Filosofia Política de Hegel revela-se atual mediante a articulação de seu sistema como um todo.
O artigo apresenta os argumentos centrais da política deliberativa de Jürgen Habermas (1), e as perspectivas críticas de Axel Honneth (2) e Nancy Fraser (3) de forma a conferir à política habermasiana uma dimensão mais realista, um conteúdo político de vínculo mais concreto com a orientação emancipatória da práxis, e capaz de lidar melhor com a diferença, a diversidade e o conflito.
O texto discute o pensamento ambiental contemporâneo na perspectiva filosófica e política. Tal pensamento tornou-se um quadro hermenêutico de referência para a compreensão e a interpretação de vários campos de conhecimento, do ponto de vista do ser, do conhecer e da ação política do ser no mundo atual, o que justifica o realce à relação entre Filosofia e Política. O pressuposto geral que orienta a discussão é que a atual configuração epistêmica do pensamento ecológico é tributária de um ideário (...) filosófico e político gestado pelos movimentos que defendiam a transformação do pensamento social, da ordem cultural e do sistema político das sociedades avançadas do contexto político resultante do após II Guerra Mmundial. O foco específico da discussão são as ideias filosóficas de Mmax Weber e Jürgen Habermas, com ênfase para os conceitos de racionalização, ação estratégica/ação comunicativa, respectivamente. As ideias desses autores convergem para explicar o pensamento ambiental como portador de uma racionalidade cultural estrategicamente orientada para a ação política, mas comunicativamente vinculada ao mundo da vida. (shrink)
Marsílio de Pádua foi um pensador da Idade Média que escreveu duas obras de filosofia política que influenciaram a modernidade. Este estudo analisa o capítulo 17 da primeira parte do Defensor Pacis, onde se trata da unidade do governo ou do principado. Se houver muitos em número ou espécie, tal como acontece nas grandes cidades e, em particular, em um reino, aí deve haver então um supremo governante, a quem os demais estejam subordinados e por quem sejam dirigidos. Trata-se (...) de uma unidade de ordem, não de uma unidade absoluta, ou seja, de muitos homens considerados ou de um conjunto de pessoas, que se afirma constituir algo único quantitativa- mente. (shrink)
O objetivo deste artigo é a análise das críticas de Hannah Arendt à concepção dos direitos humanos, introduzida pelo pensamento dos filósofos contratualistas e efetivada, politicamente, pelas revoluções americanas e francesas no final do século XVIII. Contudo, este objetivo não seria plenamente alcançado sem a avaliação da proposta de Arendt para a superação de suas próprias críticas: a reconstrução dos direitos humanos através do reconhecimento que cada indivíduo tem direito a ter direitos, independente das fronteiras do Estado-nação. Arendt vai buscar (...) na moral universalista e cosmopolita kantiana o conceito de humanidade e dá a ele as dimensões ontológicas e políticas necessárias para se construir um espaço público internacional, onde o direito a ter direito seja decorrente do mero pertencimento à humanidade, não se dissolvendo nos limites de cada Estado-nação. The purpose of this article is the analysis of the criticisms of Hannah Arendt's conception of human rights, introduced by the thought of the contractual philosophers and made effective, politically, by American and French revolutions in the late eighteenth century. However, this aim would not be fully achieved without the review of Arendt's proposal to overcome her own criticisms: the reconstruction of human rights by recognizing that every individual has the right to have rights, regardless of borders of the Nation-State. Arendt tries to discover in the universal and cosmopolitan moral of Kant the concept of humanity and gives him the ontological and political dimensions needed to build an international public space where the right to have rights is due to the mere belonging to the humanity, not dissolving itself in the limits of each Nation-State. (shrink)
En este ensayo se examina de manera crítica el desarrollo de la filosofía analítica y, en particular, de la filosofía analítica latinoamericana. Se propone que esta última adopte un giro político y uno pedagógico con el fin de recuperar su espíritu original y reconectarse con la tradición intelectual latinoamericana. This essay is a critical examination of the development of analytic philosophy and, in particular, of Latin American analytic philosophy. It is argued that the latter ought to adopt a political and (...) pedagogical turn in order to recover its original spirit and to be reconnected to Latin American intelectual tradition. (shrink)
El objetivo del artículo es reflexionar sobre el concepto de revuelta popular para precisar su valor heurístico en relación con la comunidad política. Para ello se realiza un recorrido teórico de la idea de revuelta popular en algunos textos de Arendt, Rancière, Blanchot, Nancy, Agamben y Esposito. Propongo que la revuelta debe ser entendida en el marco de una ontología de la comunidad. Se concluye que la revuelta popular supone el rechazo de un orden de desigualdad sostenido en un desacuerdo (...) y la exigencia de no perder la comunidad entendida como el lugar mismo de nuestra existencia. The aim of this paper is to reflect on the concept of popular revolt in order to clarify its heuristic value in relation to political community. The essay traces a theoretical trajectory of the idea of popular revolt in some texts of Arendt, Rancière, Blanchot, Nancy, Agamben and Esposito. I propose that popular revolt must be understood in the context of an ontology of the community. I conclude that popular revolt presumes the rejection of an order on inequality sustained by a disagreement and the requirement of not to lose the community understood as the very place of our existence. (shrink)
This article presents an approach in doing philosophy with children through thought experiments, by focusing on that one about founding an utopia. Describing the group work practice and the role of philosophers in the dialogic learning process provided by the mental simulation concerning utopia, the author presents some elementary observations on the central role played by thought experiments both in philosophy and in the natural sciences, and stresses a variety of interesting implications in doing philosophy with children through thought experiments. (...) Finally, the author argues that mental simulation can be an engaging introduction to doing philosophy with children, which are enabled in this way to envision conflicting possibilities and face with something like Wittgenstein’s “puzzle pictures”. (shrink)
Sebastián Torres (2006). La Hostilidad, Entre Filosofía y Política. In Carlos Balzi & César Marchesino (eds.), Hostilidad/Hospitalidad. Universidad Nacional de Córdoba, Area de Filosofía Del Centro de Investigaciones de la Facultad de Filosofía y Humanidades.score: 36.0
Este artigo aborda a influência do republicanismo ciceroniano no pensamento de Nicolau Maquiavel e pretende demonstrar como este renova a tradição do pensamento político ocidental. Tendo como fio condutor a análise do regime misto e da virtude cívica como elemento comum aos dois autores, pretendemos estabelecer, ao final do texto, a inovação maquiaveliana do elogio dos conflitos frente à valorização da concórdia apregoada pelo republicanismo clássico.
This major study of Hobbes's political philosophy draws on recent developments in game and decision theory to explore whether the thrust of the argument in Leviathan, that it is in the interests of the people to create a ruler with absolute power, can be shown to be cogent. Professor Hampton has written a book of vital importance to political philosophers, political and social scientists, and intellectual historians.
A fines del siglo XIX y principios del XX un pedagogo mendocino C. N. Vergara (Mendoza, 1859-1929) hace experiencia en Buenos Aires, Argentina, de una república escolar animada por una política solidaria. Con este escrito pretendemos situar la experiencia para tensionar las nociones de república-institución educativa-política y solidaridad. Tomamos como pre-texto para acometer la cuestión, incidentes del siglo XXI. Algunos testimonios que dicen sobre la vida que circula hacia fuera y hacia dentro de las instituciones educativas. Incidentes que como ejercicios (...) de pensamiento nos dan qué pensar. La infancia literal de los primeros años de vida, la de Josefina y la de Milena, en los testimonios adultomorfos que se entregan a “experienciar” la posibilidad siempre abierta de la emergencia de un sujeto que eclipsa. Pero también de aquella infancia escolarizada a la que el devenir infante le ha sido intervenido institucionalmente. La institución educativa argentina, específicamente en la Escuela Normal Mixta de Mercedes se presenta en toda su potencia en la afirmación de un lugar en el filosofar y, para una filosofía movilizante y movilizadora que no permanezca dentro de los muros sino que los atraviese y se desborde en la calle en la renovación de los actores, de los actos y sus ejecuciones. (shrink)
Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 O presente artigo tem por objetivo abordar o tema dos direitos humanos e cidadania sob a perspectiva da filosofia política de Hannah Arendt. O artigo retrata, em sua primeira parte, a ilusáo fundacionista dos direitos humanos ante a situaçáo dos apátridas e refugiados, situaçáo que leva a autora a formular o conceito de cidadania como o direito a ter direitos . Na sequência, analisa os elementos que configuram sua teoria política, tais como: (...) liberdade, açáo, pluralidade e espaço público, os quais, articulados entre si, permitem a formaçáo de um conceito de cidadania baseado na real participaçáo dos cidadáos na organizaçáo política de uma comunidade, em contrapartida a um conceito meramente formal de cidadania. Para, finalmente, abordar o sistema de conselho, instância em que a cidadania é compreendida como açáo vivenciada no espaço público, favorecendo, assim, a possibilidade de efetivaçáo dos direitos humanos, exercidos como dignidade política dos cidadáos. (shrink)
v. 1. Estética, fenomenología y hermenéutica -- v. 2. Filosofía de la ciencia, filosofía del lenguaje y filosofía de la psiquiatría -- v. 3. Ética y filosofía política, filosofía de la religión e historia de la filosofía.
Los autores de esta obra dedicada a la compilación y comentario de las concepciones de la guerra existentes en nuestra historia de la filosofía son conscientes de que ninguna filosofía podría dar una definición de qué sea la guerra, cuáles sean sus causas, sus justificaciones o bajo qué concepción de la naturaleza humana cabe explicar este fenómeno o cuál sea el papel jugado por los Estados sin que, para ello, ponga la filosofía en juego todas las dimensiones que la componen: (...) desde la política, la metafísica, la ética, el derecho, etc. presentes en su devenir histórico. Esto es lo mismo que decir que la filosofía sólo puede dar una respuesta compleja y plural a la pregunta acerca de qué sea la guerra y de cómo llega a producirse ésta. Complejidad y pluralidad que hacen aconsejable un seguimiento histórico de las concepciones mismas de la guerra, y aunque no esté en boga hacer uso de este tipo de seguimientos que examinan, implícitamente, a la filosofía en su historia misma, qué duda cabe, por otra parte –y vaya ello en defensa de esta inteligente compilación–, de que también estamos hoy día recuperados de esa visión peyorativa de la historia, precisamente porque la pluralidad y complejidad de los planteamientos o concepciones de este fenómeno han de ser estudiados en el conjunto de la historia o historias: un futuro pasado, como diría Reinhart Koselleck, a cuyo examen estamos todos convocados. (shrink)
Le argomentazioni presentate in questo testo costituiscono le conclusioni ultime e definitive di un lavoro di ricerca, che ha investito l’insieme dei "Dialoghi Italiani", riuscendo a reperire ed a far emergere quello che pare il nucleo più profondo ed importante – il vero e proprio elevato fondamento – della speculazione bruniana: la presenza attiva di un concetto triadico teologico-politico – il "Padre", il "Figlio" e lo "Spirito" della tradizione trinitaria cristiana – però riformulato attraverso il capovolgimento rivoluzionario di questa stessa (...) tradizione, attuato attraverso il concetto creativo e dialettico dell’infinito. In questo modo la stessa tradizione platonica pare subire una trasformazione essenziale, abbandonando qualunque forma di alienazione e negazione, per riaprirsi invece verso soluzioni che paiono riprendere moniti ed osservazioni suscitati dalle prime, grandi e maestose, speculazioni dei filosofi presocratici. Talete, Anassimandro, Anassimene, Parmenide, Eraclito ed Empedocle sembrano rivivere nei testi bruniani, riproponendo una soluzione ben diversa a quei nodi e problemi teoretico-pratici – fondamentale il rapporto Uno-molti e tutto ciò che da esso consegue, sia sul piano naturale che politico – apparentemente risolti e codificati dal pensiero postsocratico, prima platonico e poi aristotelico. L’inscindibilità del principio di libertà (la figura teologica del "Padre") ed eguaglianza (il "Figlio"), attraverso il richiamo alla fonte amorosa infinita ed universale (lo "Spirito"), consente alla riflessione bruniana di presentare per la prima volta nel panorama filosofico mondiale di tutti i tempi la possibilità di salvaguardare sia l’aspetto creativo naturale, che la diversità politica, presentando nel contempo un concetto di ragione capace di esprimere un movimento infinito sempre aperto ed attento alla molteplicità. In questa liberazione della potenza e della volontà dalle strettoie ordinate e gerarchiche della tradizione il pensiero e la riflessione di Giordano Bruno danno inizio alla modernità, ripresentandosi quale mirabile soluzione ogni qual volta potere e violenza paiono assestarsi e reciprocamente incrementarsi, in un circolo apparentemente indistruttibile. Allora i capitoli di questo libro – attraverso l’analisi di concetti importanti nella filosofia bruniana, quali quelli del desiderio e dell’immaginazione, della materia e della ragione – riattraversano la storia della definizione filosofica delle entità reali più importanti – Dio, Natura, Ragione, Uno – per mostrare un’opposizione fondamentale: l’opposizione fra la fusione speculativa apportata dal pensiero neoplatonico-aristotelico (antico, moderno e contemporaneo), attenta alla difesa della necessità ordinata di un mondo unico, e la liberazione speculativo-pratica bruniana, attenta a far rivivere la coscienza dell’infinito, in noi e fuori di noi. (shrink)
Este artigo analisa importantes elementos na recepção da filosofia de Hegel na atualidade. Com a finalidade de alcançar tal meta discute-se como a filosofia analítica acolhe a filosofia de Hegel. Para tanto se reconstrói a recepção da filosofia analítica em face de Hegel, notadamente a partir daqueles autores que foram centrais neste movimento de recepção e distanciamento de sua filosofia, a saber, Bertrand Russell, Frege e Wittgenstein. Outro ponto central do presente texto é a análise (...) do livro de Paul Redding, Analytic Philosophy and the Return of Hegelian Thought, em cotejo com a recepção de Hegel, desenvolvida aqui pela filosofia analítica. Ao final, mostra-se como é possível um diálogo produtivo destas correntes aparentemente contrapostas. (shrink)
Pensamiento atrevido y nuevo, visión abierta, donde el lector hallará cuestiones clave del conocimiento, pero también del confundir y fundir, metafísica, física, antropología, sociedad. Desde la psicología a la reunión de los hombres en ciudades, la política, todo penetrado de la mirada estética, como si el saber fuera una de las bellas artes. Cuestiones como la Orden del Temple, la francmasonería, el ciber-arte, la clonación de obras artísticas o las bibliotecas digitales se convierten en ejemplos para una filosofía alternativa. Ilia (...) Galán, Titular de Estética y Teoría del Arte en la Universidad Carlos III de Madrid y profesor invitado en las universidades de Oxford, Harvard, la Sorbona, New Tork University, etc. Columnista habitual en El País, y otros periódicos. Entre sus libros, editados en varios idiomas, destacan: El Dios de los dioses (Ciencia del Arte) 1993, El romanticismo: Schelling o el arte divino Madrid, 1999, Actualidad del pensamiento de Sem Tob (filosofía hispano-hebrea del siglo XIV), 2003, 2004. Teorías del arte desde el siglo XXI, 2005, Sabiduría oculta en el Camino de Santiago, 2011. (shrink)
A filosofia civil ocupa um lugar de destaque no sistema filosófico de Hobbes. Compreende a sua reflexáo das disposições e costumes dos homens, isto é, a ética, os deveres civis e a política. No entanto, a filosofia civil constitui apenas uma parte da elaboraçáo sistemática da filosofia hobbesiana, que contêm, além da sua reflexáo política, importantes apontamentos sobre a física e a geometria. Neste artigo, buscaremos examinar o modo como Hobbes posiciona as diferentes partes que compõem o (...) seu sistema filosófico, a fim de tornarmos explícito o lugar que a filosofia civil ocupa no seu empreendimento filosófico. (shrink)
la82 12.00 Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 Um dos objetivos do presente artigo é analisar a temática da política e da secularizaçáo na obra do filósofo Kierkegaard (1813-1855). Duas obras do pensador dinamarquês seráo especialmente analisadas aqui: O Indivíduo e Exercício do cristianismo . O segundo objetivo, é promover o diálogo de suas teses, contrárias ao processo de secularizaçáo, com as teses de Gianni Vattimo (1936-), pensador italiano e entusiasta de um mundo secularizado. A despeito (...) de suas diferenças, a política e a secularizaçáo aparecem no pensamento dos dois autores. Ambos partem, na verdade, de análises muito próximas, isto é, do conceito paulino de kênósis . A partir dessa idéia, ambos constroem suas respectivas visões acerca da política e da secularizaçáo. Todavia, o foco principal deste artigo é analisar a filosofia de Kierkegaard. A filosofia de Vattimo será analisada apenas de forma secundária e em diálogo com as teses de Kierkegaard. (shrink)
O presente texto procura colocar em diálogo reflexões do campo da Filosofia da Infância com os da Educação Infantil. Além das contribuições teóricas pretende fazer conexões com situações observadas em uma pesquisa de doutorado na qual as relações com o espaço e o tempo são entrelaçadas com as do corpo como experiência que surgem nas relações que as crianças estabelecem com seus machucados, ou como elas definem, seus ‘dodóis’. Nessas relações duas particularidades podem ser observadas: uma primeira é que (...) as crianças percebem o corpo como uma experiência contextualizada com o mundo social e material, ou seja, elas não percebem seus corpos separados dos espaços. Uma segunda particularidade é que as crianças trazem a possibilidade do tempo aión como uma aproximação à experiência, uma compreensão do tempo entrelaçado com pessoas, espaços, lugares e ações em que evidencia também relações, emoções e encontros. Dando seqüência as reflexões o texto pretende trazer para o diálogo também situações nas quais são tema entre as crianças as expressões dos sentimentos e das emoções e ainda situações que envolvem suas excreções como as ‘melecas’ e os ‘ranhos’ trazendo uma potencialidade para se pensar as relações entre corpo, infância e educação. A partir da compreensão de uma infância como experiência, como acontecimento que rompe com a história, pretende pensar indicações para uma infância da educação e não já apenas uma educação da infância. Essa necessidade de se pensar uma infância da educação, e não já apenas uma educação da infância parece simples, mas requer um outro ‘olhar’, requer ‘jogar fora’, ou pelo menos questionar, problematizar parte de nossa história para que seja possível pensar em condições de outras ordens, outros valores, enfim, outra educação. Ou seja, uma educação, em que se ‘olha’ não apenas os processos de desenvolvimento das crianças, mas também os seus conhecimentos, as suas produções, as suas manifestações, as suas preferências, as suas interações e particularmente as suas experiências. (shrink)
Tomando la interpretación de Richard Tuck como un ejemplo paradigmático de las (hiper)críticas realistas al pensamiento kantiano, en este artículo presento cuatro grupos de razones por las cuales resulta que la lectura que Tuck realiza de la filosofía política kantiana del derecho de gentes es errónea. In this article I put forward four series of reasons to rebut Richard Tuck's construction of Kant's political philosophy of the law of peoples. Tuck's interpretation is taken here as a paradigmatic model of the (...) realistic (hyper)criticism against Kant's thought. (shrink)
The essay revisits the complex phenomenon of religion, in light of the articulations and differentiations between theology, philosophy of religion, and religious studies, particularly within the social, cultural context of modernity and the Enlightenment categories of rationality, freedom, and science, in major thinkers such as Max Weber and Ernst Troeltsch.
Este trabalho tem como objetivo, investigar como se deu o surgimento do que Hannah Arendt denominou esfera do social, assim como a formação do homem de massa após a vitória do animal laborans na era moderna. Para tanto recorreremos Grécia antiga com o fito de conceituar o que esta autora denominou de público e privado, em seguida mostraremos como está configurado tais domínios na era moderna e suas influências na formação do que se denomina esfera do social na filosofia (...) política arendtiana. Resumé Cette étude a pour objectif analyser l’origine de ce que Hannah Arendt appelait la sphère social, ainsi que la formation de l'homme de masse après la victoire de l’ animal laborans dans l'ère moderne. De ce fait, nous recourrerons à la Grèce antique dans le but de conceptualiser ce qui s’appelais autrefois public et privé, puis nous montrerons comment sont configurés tels domaines dans l'époque moderne et leurs influences sur la formation de ce qu'on appelle la sphère social dans la philosophie politique de Hannah Arendt. Mots-clé : sphère social, homme de masse, animal laborans , sphère public, sphère privé. (shrink)
Casalini reconstructs Politics out of History by Wendy Brown by taking into particular consideration the dialogue between Brown and the works of Marx, Nietzsche and Freud. The emphasis placed on the nexus between individual and political freedom and on the distinction between “moralism” and “morality” leads the way to the exploration of the relationship between theory and politics. In the light of the contemporary crisis of the American left, the role of the theorist is that of introducing elements of discontinuity (...) in the common-sense discourse which, on the other hand, tends to be crystallized by politics. According to Brown this gap must be taken into consideration by Women Studies, since this field of study sometimes risks relying on static and institutionalized identities which can be an obstruction to its exercise of a «homeopathic function» inside democratic regimes. (shrink)
Para responder às sociologias desencantadas modernas, como a teoria da decisão racional e a teoria dos sistemas, as quais recordam os inevitáveis momentos de inércia que dificultam a deliberação racional, Habermas imagina uma reconstrução sociológica da democracia deliberativa que divide a sociedade em um centro, formado pelas instituições do estado de direito, as quais tomam decisões, e uma periferia, constituída pela esfera pública, em que surge a opinião pública a partir dos problemas oriundos da esfera privada e que, em condições (...) extraordinárias, pode reverter o fluxo do poder e impor o poder comunicativo sobre as instâncias do estado de direito. (shrink)
The relationships between philosophy and its history have been discussed at great length along the last decades. We analyze some aspects of this debate. Particularly, we question the thesis according to which to know history of philosophy is a necessary condition for doing philosophy. We disclose some assumptions, generally implicit ones, strongly related to it.
This text examines the distinction and relation between legal philosophy and legal theory in the book Law and Democracy by Jürgen Habermas. To that end, I seek at first to reflect on the concepts of law sociology and philosophy of justice from the dialogue that opposes Habermas to Dworkin and Rawls, on the philosophical basis of equality and distribution. Subsequently, we analyse the arguments about the social integrative function of law that Habermas develops from the works of Parsons and Weber, (...) in order to see what Habermas meant by integrative function of law as well as the contribution of that category for a reconstructive theory of the society. The conclusion points to the link between his philosophy of right to a sociological theory, when, through the concept of communicative reason, he eschews metaphysical discussions of the absolute and seeks to develop a concept of society capable of resisting the dimensions of the life world and system. (shrink)
Este artigo procura desenvolver o âmbito da assim chamada ontopolítica como contribuição original do pensamento do G. Deleuze para a filosofia política contemporânea. Com este objetivo, veremos que Deleuze toma o conceito de poder em Foucault e lhe confere alçada ontológica. Este conceito de poder dá acesso a outro elemento importante da filosofia política deleuzeana, ou seja, o estudo dos diagramas históricos do poder nas denominadas sociedades disciplinar e de controle. Com o diagrama de funcionamento das mesmas podemos (...) entender qual o retrato deleuzeano para a democracia em sociedades contemporâneas. Adentrando a ontopolítica deleuzeana, nos dedicaremos aos conceitos de maioria, minoria e devir-minoritário. É neste ponto que se faz o encontro da ontopolítica de Deleuze com a ontologia matemática de Ch. Sanders Peirce. Acontece que os conceitos ontopolíticos de Deleuze, além de sua vinculação com uma ontologia do poder, recebem também um tratamento matemático, tendo em vista certas noções aritméticas (contável e não contável) e geométricas (linhas). As maiorias e minorias são conjuntos contáveis que são atravessados por devires não contáveis. Com isso, chegaremos ao ponto central do presente artigo, onde realizamos uma incursão inicial à imagem dos conceitos de maioria e minoria em Deleuze, com base na teoria das coleções e multidões de C. S. Peirce, principalmente com relação à ontologia matemática nela incluída. Quanto a isso, a principal operação será mostrar de que forma a distinção deleuzeana entre maiorias/minorias contáveis e devir-minoritário não contável pode ser escandida em termos de coleções discretas denominadas enumeráveis, denumeráveis e abnumeráveis ou pós-numeráveis, de acordo com a terminologia de Peirce. (shrink)
The objective of this assay is to make one analyzes on the Philosophy of History covering an including period of its historical development. However, the focus of our study is not to present a general and exhausting panorama of the Philosophy of History, without before pointing out a problem that it crosses, not even to develop innumerable existing teses concerning its problematic, therefore tasks of this transport would mostly extend for all chains or of them, what he would be superfluous. (...) Our intention is more modest, in we will content them in presenting in general lines as the sprouting of the theories of history in century XIX did not eliminate for complete the Metaphysical bases that based the classic philosophies of history, for the opposite, if they had nourished of them and to leave of them they had raised its epistemologies foundations and made possible in the following century, the renaissance of the Philosophies of History with diverse variations. (shrink)
A questão da dissolução e manutenção do Estado é um aspecto da filosofia política de Hobbes que ainda não mereceu um exame na mesma extensão e importância geralmente atribuídas a outros temas pertencentes aos seus escritos políticos. Evidencio neste estudo a preocupação do filósofo inglês em mostrar que a ciência de conservar Estados possui o mesmo valor e calibre científico filosófico do que a ciência de construir Estados. A divisão tripartite deste estudo tem como propósito investigar, primeiro, as causas (...) e os personagens associados à dissolução do Estado, depois, os preceitos e artifícios relacionados à manutenção do Estado e, por fim, os atos de hostilidades (traição e espionagem, por exemplo) que necessitam ser conhecidos e combatidos pelo representante soberano porque afrontam e contradizem o imperativo de segurança salus populi suprema lex (a segurança do povo é lei suprema) e os princípios de razão que sustentam in totum a arquitetônica pública hobbesiana. (shrink)
Este artigo pretende investigar algumas dimensões da filosofia de Jacques Derrida e Jean-Luc Nancy em relação aos temas do niilismo, da ética e da política. PALAVRAS-CHAVE – Niilismo. Ética. Filosofia política. Filosofia francesa.
Este artigo procura examinar a avaliação de Rawls acerca de alguns aspectos da filosofia política de Hegel. Rawls interpreta Hegel como um liberal de mente moderadamente reformista, e seu liberalismo é um importante exemplar na história do liberalismo da liberdade. Pretendemos, primeiramente, examinar o estatuto do liberalismo de Hegel, particularmente a questão da liberdade individual. Em segundo lugar, apresentamos alguns aspectos do entendimento de Rawls acerca deste liberalismo. A plausibilidade da filosofia política de Hegel é questionada, quando Rawls (...) analisa a sua possível contribuição à luz do liberalismo político. PALAVRAS-CHAVE – Liberalismo. Liberdade. Liberalismo politico. Hegelianismo. ABSTRACT This article seeks to examine Ralws’s evaluation about some features of Hegel’s political philosophy. Rawls interprets Hegel as a liberal, with a moderately reforming mind, and his liberalism is an important exemplar in the history of liberalism of freedom. We intend, first, to examine Hegel’s liberalism statute, particularly the individual freedom issue. Second, we present some aspects of Rawls’s understanding about this liberalism. Hegel’s political philosophy plausibility is questioned, when Rawls analyses his possible contribution in the light of political liberalism. KEY WORDS – Liberalism. Freedom. Political liberalism. Hegelianism. (shrink)
Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} O objetivo desse artigo é apresentar duas reflexões sobre a relaçáo entre Wittgenstein e as preocupações contemporâneas da filosofia. Essas reflexões sáo fundamentadas principalmente nas Investigações filosóficas . Para se alcançar esse objetivo, inicialmente, é apresentada a crítica que Wittgenstein realiza, nas Investigações filosóficas , a tradiçáo filosófico-linguística (...) do Ocidente. Após essa apresentaçáo, sáo feitas as considerações sobre a relaçáo entre Wittgenstein e as preocupações contemporâneas da filosofia. (shrink)
En el contexto de la pregunta por el destino de la Teoría Crítica, la discusión entre Axel Honneth y Jürgen Habermas sobre el cambio en el paradigma de la Filosofía Política y Social con la tesis "de la comunicación al reconocimiento" gira aquí en torno a una reconstrucción crítica de la filosofía de Immanuel Kant, un Kant ´moderado´ en un modelo ´explicativo´ o ´hermenéutico´, y así ´irrebasable´ del progreso moral, rompiendo su sistema, y un Kant ´destrascendentalizado´, apto para fundamentar la (...) necesidad de un diálogo entre la razón y la fe. ¿Por qué Kant y no Georg Hegel, central este último para los dos filósofos alemanes en su superación de las aporías de la primera generación de la Teoría Crítica? Pero ¿dónde queda Karl Marx, tan importante para los fundadores de la Escuela de Frankfurt? Y ¿no había exigido Habermas en 2009 con motivo del aniversario de su discípulo, que Honneth, después de su viaje de Marx a Hegel, hiciera el necesario regreso? De tal manera que en esta vuelta, Honneth trajera en su equipaje lo rescatado del Idealismo Alemán. Así la historia de la Teoría Crítica queda inconclusa. In the context of the question for the fate of the Critical Theory, the debate between Axel Honneth and Jürgen Habermas on the change in the paradigm of Social and Political Philosophy with the thesis "from communication to recognition" here revolves around a critical reconstruction of Immanuel Kant’s philosophy, a ‘moderated’ Kant in an ‘explanatory’ or ‘hermeneutic’ model, and so ‘unsurpassable’ moral progress, breaking his system, and a ‘distranscended’ Kant, suitable to substantiate the need for a dialogue between reason and faith. Why Kant and not Georg Hegel, the latter being central for the two German philosophers in their overcoming of the aporias of the first generation of the Critical Theory? But where it remains Karl Marx, so important to the founders of the Frankfurt School? And in 2009, on the occasion of the anniversary of his disciple, had not Habermas demanded that Honneth, after his journey from Marx to Hegel, made the necessary back? In such a way that in this return, Honneth brought the salvage of German Idealism in his luggage. This way the history of the Critical Theory remains incomplete. (shrink)
Em boa parte do Artigo 68 do Livro Primeiro de seu Estado e Pranto da Igreja, Álvaro Pais, O. Min. (c. 1270-1349) refuta 5 proposições com implicações políticas atribuídas a Marsílio de Pádua (1280-1342). Neste artigo, analisamos a refutação dessas proposições feitas pelo Menorita galego, comparando-as, de um lado, com os textos, efetivamente escritos pelo Médico paduano, que se encontram em sua obra Defensor da Paz (1324) e, de outro, cotejando-o com uma Epistula ad quosdam cardinales, de autoria do mencionado (...) Frade, escrita pelo menos dois anos antes. Desse estudo resultaram as seguintes conclusões: 1 – Frei Álvaro, sem fazer nenhuma alusão, apoiou-se basicamente na mencionada Epistula. 2 – Sob o aspecto doutrinal, essencialmente, não há diferença entre ambos os textos alvarinos. 3 – Nos dois textos, o Franciscano galego não compulsou o Defensor da Paz, tendo utilizado as teses que os censores dessa obra imputaram ao seu autor; em 1327, quando o Papa João XXII condenou-a como herética. PALAVRAS-CHAVE – Álvaro Pais. Marsílio de Pádua. Plenitude do poder. Filosofia política. ABSTRACT In a large part of the Article 68 of the Book one of his Status et Planctus Ecclesiae, Alvarus Pelagius O. Min. (c. 1270-1349) refutes five propositions, having political implications, attributed to Marsilius Patavinus (1280-1342). In this study, we analyze the refutation of these propositions made by Alvarus, comparing, on the one hand, with the texts, really, written by Marsilius, which are in his book entitled Defensor pacis (1324), and on the other hand, quoting Alvarus’ text with the Epistula ad quosdam cardinales, also written by the mentioned Franciscan friar two years before. From this study, resulted the following conclusions: 1 – Without to do any mention in the Article 68, the principal Alvarus’ source was the referred Epistula. 2 – Considering the two texts written by Fr. Alvarus, according the doctrinal aspect, they are essentially equal. 3 – In both texts we could see that Alvarus not had in his hands the Defensor Pacis, having used the thesis which the censors of this book imputed to Marsilius in 1327, when this book was condemned as heretic by the Pope John XXII. KEY WORDS – Alvarus Pelagius. Marsilius of Padua. Plentitude of power. Political philosophy. (shrink)
O texto investiga a dimensão “labiríntica” sociedade contemporânea do ponto de vista de sua autocompreensão conceitual, e a dimensão do “esquecimento” do real concreto, que caracteriza esta sociedade do ponto de vista de suas relações humano-ecológicas; a “emergência” do eticamente “excepcional” no real “estado de exceção em que vivemos”, em um cruzamento de categorias levinasianas e benjaminianas, é apresentada como uma possibilidade de escapar a algumas das dificuldades categoriais da filosofia política contemporânea. PALAVRAS-CHAVE – Alteridade. “Estado de exceção”. Labirinto (...) conceitual. Esquecimento. ABSTRACT The text discusses the contemporary society as a society marked by a “labyrinth of abstract concepts”, of its self-understanding, and by the strong incapacity to remember the real concrete, from the standpoint of its human, ecological relations. The emergency of the ethically “exceptional” in the actual “state of exception where we live”, in the intersection of Levinasian and Bejaminian categories, is presented as a possibility to escape some categorical difficulties of contemporary political philosophy. KEY WORDS – Alterity. “State of exception”. Conceptual labyrinth. Forgiveness. (shrink)
Secondo un recente bilancio della filosofia del Novecento di Rossi e Viano, nel nostro secolo «il successo maggiore è toccato alle dottrine filosofiche che si sono proposte di offrire alternative alla conoscenza tecnico-scientifica e che sostengono la possibilità di alleggerire i vincoli che il sapere positivo porrebbe al modo di pensare e ai progetti di azione»2. Tali dottrine prospettano un ritorno all’antica metafisica, a cui «si ricorre non come a una forma di sapere sistematico, bensì come alla testimonianza di (...) una possibilità di pensare qualcosa che vada al di là del sapere positivo»3. Perciò il Novecento si è concluso con la vittoria, se non del «duro conservatorismo di Heidegger», almeno di «un più blando tradizionalismo, che si limita a sostenere il primato della cultura umanistica tradizionale rispetto alla cultura tecnico-scientifica»4. Per Rossi e Viano la filosofia del Novecento ha avuto questo esito poiché è risultata insostenibile la convinzione, diffusa nella filosofia analitica all’inizio degli anni Trenta, «che la filosofia avesse imboccato la strada giusta per inserirsi nel mondo del sapere scientifico specializzato»5. Dopo «che si era affermata la specializzazione del sapere, la filosofia aveva cercato di stabilire una posizione di dominio legandosi a quelle che erano sembrate le discipline titolari di un qualche primato: ora a quelle matematiche, ora a quelle naturalistiche, ora a quelle storiche»6. Essa, inoltre, aveva cercato di accreditare l’idea che l’analisi logica delle teorie scientifiche fosse comunque lo strumento più attendibile per fare filosofia. Questo tentativo della filosofia analitica, però, è fallito, e così nella cultura contemporanea è diventato chiaro che non «ci sono legami particolarmente stretti tra la filosofia e qualche scienza particolare»7. Insieme all’idea che esistesse un legame privilegiato tra la filosofia e qualche scienza particolare, «la cultura filosofica del Novecento respingeva anche l’idea che l’analisi logica delle teorie scientifiche fosse comunque lo strumento più attendibile per fare filosofia»8.. (shrink)
O presente artigo começa por reconhecer que a crítica ao cerne dos pressupostos do Positivismo Lógico acerca da natureza da Ciência começou alguns anos antes do aparecimento da obra de Thomas Kuhn A Estrutura das Revoluções Científicas, obra esta que se haveria de constituir como charneira na Filosofia da Ciência mais recente. Em vez de olhar para a Ciência como uma estrutura proposicional intemporal, Kuhn defende que ela deve ser tratada como um empreendimento essencialmente histórico, no qual a subjectividade (...) humana desempenha um papel fundamental e em que os factores sociais de vario tipo são em certo sentido verdadeiramente constitutivos. Segundo o autor do artigo, grande parte dos escritos em Filosofia da Ciência desde então têm sido devotados ao tratamento das consequências de uma tal mudança de perspectiva. Dois tópicos tradicionais foram particularmente afectados: como se deve agora caracterizar a racionalidade cientifica? De que modo, se for esse efectivamente o caso, poderá o realismo científtco, a crença mais segura da maioria dos cientistas, sobreviver a essa nova ênfase na historicidade do conhecimento cientifico? Objectivo principal do artigo é, portanto, demonstrar de que modo no âmbito da disciplina que é a Filosofia da Ciência um novo desafio emergiu, nomeadamente o de saber até que ponto ela não deveria ser substituída pela Sociologia do conhecimento científico, ou seja, por um modo de pensar em que os factores sociais sejam finalmente determinates tanto na certificação dos dados experienciais como na justificação das teorias. /// The critique of the core assumptions of logical positivism about the nature of Science began years, before the appearance of Kuhn's The Structure of Scientific Revolutions that finally marked the parting of the ways in recent Philosophy of Science. Instead of regarding Science as a timeless propositional framework, Kuhn argued that it should be treated as an essentially historical enterprise, in which human subjectivity plays a crucial role and in which social factors of various sorts are in an important sense constitutive. Much of the writing in the philosophy of science since then has been devoted to working out the consequences of this shift in perspective. Two traditional topics have been particularly affected: how ought scientific rationality now be characterized? How (if at all) can scientific realism, the firm belief of most scientists, survive the new emphasis on historicity? And a new challenge arose to Philosophy of Science itself as a discipline: ought it not be replaced by a Sociology of scientific knowledge that would take social factors to be finally determinative both in the certification of experimental data and in theory assessment? (shrink)
O artigo interpreta o pensamento de Heidegger como transformação da filosofia transcendental que conduz à sua radicalização e, ultimamente, destruição. A este projecto contrapõe Apel a sua tentativa de estabelecer uma filosofia transcendental linguístico-pragmática que procura estabelecer um compromisso entre as temáticas da constituição antepredicativa do sentido e da exigência de validade intersubjectiva. /// L'article interprète la pensée de Heidegger comme transformation de la philosophie transcendantale qui conduit à sa radicalisation et, en dernier lieu, à sa destruction. A (...) ce projet, Apel oppose sa tentative d'établir une philosophie transcendantale linguistique pragmatique qui cherche à faire un compromis entre les thématiques de la constitution anteprédicative du sens et de l'exigence de validité intersubjective. /// The author interprets Heidegger's thought in terms of a transformation of transcendental philosophy, leading to its radicalization and finally its destruction. In the place of this project, the author proposes a transcendental philosophy of a linguistic and pragmatic kind, wich seeks to establish a compromise between the thematics of ante-predicative constitution of sense and the demand for intersubjective validity. (shrink)
A pós-modernidade sublinha o papel produtivo da diferença, em oposição à predilecção "moderna" ou do Iluminismo pela universalidade, comunalidade, consenso, bem como por aquilo que os modernos chamam "racionalidade". Segundo o autor do artigo, existem duas variedades distintas desta filosofia da diferença, dependendo de qual predecessor do século XIX – Nietzsche ou Kierkegaard – se prefere, de modo que o artigo distingue entre um pós-modernismo "dionisíaco" e outro de carácter mais "profético". A maioria das objecções que se fazem contra (...) o pós-modernismo têm em conta a versão dionisíaca do mesmo, falhando em larga medida a sua visão, ou dimensão, profética. A linha de objecções levantada contra os pós-modernistas - relativismo, subjectivismo, cepticismo, anarquismo, antinomianismo, anti-institucionalismo, niilismo e desespero - deriva fundamentalmente da versão do pós-modernismo de inspiração nietzschiana. Segundo o autor, se todas ou a maioria destas objecções fossem válidas, o pós-modernismo deveria ser denunciado como inimigo de Deus e da religião. Assim, muito embora estas queixas possam ser pertinentes no que se refere à versão dionisíaca do pós-modernismo, no que se refere à sua versão profética, elas são falsas e ignoram a sua proveniência religiosa e até bíblica. /// Postmodernism emphasizes the productive role of difference, as opposed to the "modern" or Enlightenment predilection for universality, commonality, consensus, and what modernists call "rationality" There are two different varieties of this philosophy of difference, depending on which of its two nineteenth century predecessors – Nietzsche or Kierkegaard – one favors, which I call "Dionysian" and "prophetic" postmodernism. Most of the objections that are made against postmodernism have in mind the Dionysian version, but they fall wide of the mark of the prophetic version. The line of objections raised against postmodernists – relativism, subjectivism, scepticism, anarchism, antinomianism, anti-institutionalism, nihilism, and despair – takes its lead from the Nietzscheanized version of postmodernism. Clearly, were all or most of these objections valid it would be as rightly denounced as inimical to God and religion. These complaints may hold of its Dionysian version; they are, as regards the second or prophetic version, false and ignore its religious and even biblical provenance. (shrink)
São muitas e, até hoje, muito controvertidas as opiniões referentes à função e ao lugar sistemático da filosofia da história de Kant no todo do seu projeto crítico-transcendental; nem há consenso quanto à importância ou relevância filosófica dos diversos escritos em que Kant aborda e defende os seus teoremas histórico- políticos. – No presente trabalho, pretende-se interpretar a “doutrina” histórico-filosófica kantiana – não obstante o seu caráter fragmentário e até aparentemente nem sempre coerente – na perspectiva da sua possível (...) homogeneidade e compatibilidade com os elementos centrais da própria teoria-base transcendental. Isso significa, antes de mais nada, ler os respectivos teoremas não como resultados de um raciocínio dogmático baseado num saber do processo histórico, mas como um conjunto de teses e postulados baseados no mero suposto subjetivo-racional de um progresso, ou seja, na idéia não só da possibilidade mas da necessidade (subjetiva) da razão de implantar princípios racionais na história. PALAVRAS-CHAVE – Kant. Filosofia transcendental. Sistema. Filosofia da história. ABSTRACT There are many different and controversial opinions about the function and the systematic place of Kant’s philosophy of history in the context of his critical-transcendental project on the whole, as well as about the philosophic relevance of his historical-political writings. – This paper aims to interpret Kant’s historical-philosophical “doctrine” – in despite of its fragmentary character and of some apparent incoherences – in the horizon of its possible homogeneity and compatibility with the central elements of the basic transcendental theory. That means, above all: read the theorems in question not as results of a dogmatic thought based on the knowledge of historical processes, but as a set of thesis and postulates based on the mere subjective- rational supposition of progress, that is, on the idea that it is not only possible, but a (subjective) need of reason to implant rational principles in history. KEY WORDS – Kant. Transcendental philosophy. System. Philosophy of history. (shrink)
O presente artigo constitui, antes de mais, uma exposição da tentativa feita por Maurice Merleau-Ponty de sistematização de um método psicológico convergente com algumas das principais metas estabelecidas pela Fenomenologia de inspiração husserliana. Constatando de que modo o autor da Fenomenologia da Percepção considera os diversos âmbitos da cultura, a começar pela arte e pela psicanálise, como indicadores da decadência do cartesianismo, o artigo analisa o estatuto da ciência justamente como uma das esferas culturais das quais é possível extrair categorias (...) que exprimam de forma mais precisa e rigorosa o real, mostrando-se de que modo as investigações científicas são indispensáveis para uma identificação dos temas a serem filosoficamente tratados, pois os dados obtidos por tais pesquisas são imprescindíveis para o trabalho filosófico enquanto tal Neste sentido, o autor propõe uma relação entre Filosofia e Ciência que não é mais uma relação de hierarquização, tal como defendia Husserl, mas sim uma de complementaridade, tal como defendia Bergson. Com efeito, postulando-se a não necessidade de fragmentar o real para que se legitime um tal acordo, ou seja, dado que a cisão entre o espiritual e o material não pode mais ser mantida, o artigo sublinha a absoluta necessidade de que Filosofia e Ciência se encontrem. Por outras palavras, a integração entre ambas não depende de que uma e outra se refiram à mesma, e justa, metade da realidade, mas tão-somente que cada uma delas remeta para a mesma camada fenomenal, seja para descrever cientificamente os organismos em seu contacto com o meio seja para expor filosoficamente a nova ontologia ali contida. Em suma, o artigo mostra até que ponto, apesar de realizar a intenção bergsoniana de integrar explicação quantitativa e descrição qualitativa e assimilar a crítica de Husserl ao objectivismo, o método fenomenoló-gico não esgota a tarefa ontológica da filosofia. /// The present article analyzes de attempt made by Maurice Merleau-Ponty in order to systematize a psychological method convergent with some of the main goals established by the phenomenological movement issued from HusserL Taking into account the way in which the author of the Phenomenology of Perception considers the different realms of the cultural sphere, beginning with art and psychoanalysis, as special indicators of cartesianisms decadence, the article analyses the statute of science inasmuch as it is one of the cultural spheres from which it is possible to extract the categories that express in a more precise and rigorous way the real, whereby it is shown in what way scientific research is indispensable for an identification of the themes to be treated philosophically. In this sense, the author proposes a relation between Philosophy and Science that is no more one of hierarchysation, as defended by Husserl, but one of complementarity, such as defended by Bergson. By postulating that there is no longer a necessity for a fragmentation of the real so that such an accord between Philosophy and Science could be reached, and this precisely since there is no longer a way of maintaining a division between the spiritual and the material, the article underlines the necessity that Philosophy and Science must come together. In other words, the integration between the Wo no longer depends of the fact that one and the other refer to the same portion of the real, but only of the capacity that each one of them has of referring to the same set of phenomena, being that in order to achieve a scientific description of organisms in contact with the environment or being that in order to advance a philosophical exploration of the new ontology in it contained. Above all, the article shows the measure in which, regardless of the fact that the methodological approach of phenomenology realizes the bergsonian intention of an integration of quantitative explanation and qualitative description, it. cannot properly be said that such method exhausts the ontological task of Philosophy. (shrink)
Frente a la interpretación canónica de Zubiri, que ve en el camino que va de Sobre la esencia (1962) a Inteligencia sentiente (1980-1983) el proyecto de una depuración fenomenológica de la filosofía –en el sentido de una noología–, en el presente trabajo se mostrará la continuidad entre ambas obras, a través del análisis de las nociones de “hecho” y “esencia”. Desde aquí concluiremos que si tiene sentido entender la filosofía de Zubiri como una fenomenología, ésta ya no puede ser caracterizada (...) como un saber absoluto e infundado. (shrink)