On the institution of the moral subject: on the commander and the commanded in Nietzsche's discussion of law

Kriterion: Journal of Philosophy 54 (128):439-457 (2013)
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Abstract

O artigo discute como Nietzsche compreende a instituição da lei e da moral em distinção a Kant e à tradição cristã. Ele argumenta que Nietzsche é, em grande medida, inspirado pela mudança de paradigma em direção a um pensamento biológico evolutivo, introduzido por diversos de seus colegas ao final do século XIX, entre os quais F. A. Lange, que vê esta mudança como uma sóbria alternativa científico-materialista a Kant. Em Nietzsche, a imperativa moral kantiana é substituída pela noção de uma moralidade emergente graças a processos civilizatórios históricos ou pré-históricos, impostos a um ser humano de mente débil sem quaisquer disposições racionais inerentes a obedecer à Lei. Ela também é um processo que, em vez de universalizar o ser humano, o cinde em uma dualidade, em que uma parte obedece a antigos e imediatos interesses próprios, e a outra parte obedece a novos 'comandos', que lhe foram gritados 'aos ouvidos' por um chamado 'comandante'. A obediência à lei conduz a duas formas radicalmente diferentes em Nietzsche: indivíduos servis e medíocres precisam ser expostos à disciplina e à punição, para adotar a Lei; enquanto os chamados indivíduos 'soberanos' são capazes de impor a lei a si mesmos. A figura do 'soberano' vem consequentemente sendo o motivo de vigoroso debate, especialmente quanto à tradição anglo-saxônica em pesquisa por Nietzsche, uma vez que seu aparente 'respeito pela lei' e 'senso de dever' reiteram típicas qualidades kantianas. Em relação a essas discussões, sugiro que o 'soberano' de Nietzsche (em um contexto) seja idêntico ao 'comandante' (em outros contextos). Quando o 'soberano', como tal, impõe a lei a si mesmo e aos demais, sua ação é convencional e arbitrária (como a linguagem em Saussure), e é mais irracional que racional, como em Kant. Sua vontade não é uma vontade boa, nem uma vontade racional, com visão para a autonomia humana. Seu comando de si mesmo e dos outros é performativo, portanto, sem valor de verdade (como atos ilocucionários de fala em Austin e Searle). The article discusses how Nietzsche understands the institution of law and morals in distinction to Kant and the Christian tradition. It argues that Nietzsche to a large extent is inspired by the paradigm-shift toward a evolutionary biological thinking introduced by several of his peers in the late 19th century, among else F. A. Lange, who sees this shift as a sobering scientific-materialistic alternative to Kant. In Nietzsche, the Kantian moral imperative is replaced with a notion of a morality emerging thanks to historical, or pre-historical, civilizational processes, imposed on a feebleminded human without any inherent rational dispositions to obey Law. It is also a process, which rather than universalizing the human, splits it in a duality where one part obeys old immediate self-interests and another part obeys new 'commands,' having been shouted 'into the ear' by a so-called 'commander.' The compliance with law takes two radically different forms in Nietzsche: servile and mediocre individuals need to be exposed to discipline and punishment in order to adopt Law; while so-called 'sovereign' individuals are able to impose law upon themselves. The figure of the 'sovereign' has consequently been an issue for vigorous debate in especially the Anglo-Saxon tradition of Nietzsche research, since his apparent 'respect for law' and 'sense of duty' reiterate typical Kantian qualities. Relating to these discussions, I suggest that Nietzsche's 'sovereign' (in one context) is identical his 'commander' (in other contexts). When the 'sovereign' as such imposes law upon himself and others, his act is conventional and arbitrary (like language in Saussure), and is rather irrational than rational as in Kant. His will is not a good will, nor a rational will with a vision of human autonomy. His command of himself and others is a performative, thus without truth-value (like illocutionary speech-acts in Austin and Searle)

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Peter Bornedal
American University of Beirut

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Nietzsche's new Darwinism.John Richardson - 2004 - New York: Oxford University Press.
Freud and Nietzsche.Paul-Laurent Assoun - 2000 - Somerset, N.J.: Distributed in the U.S. by Transaction Publishers.

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