Kierkegaard e o Tédio

Revista Portuguesa de Filosofia 64 (2/4):943 - 970 (2008)
Abstract
Segundo o autor do artigo, o estudo do tédio na obra de Kierkegaard tem sido objecto de relativamente pouco interesse, sobretudo quando comparado com a angústia, a melancolia, a ironia ou o desespero. A verdade, porém, é que o tédio constitui uma disposição fundamental, um limite extremo de uma forma da existência. Neste sentido, o artigo pretende fazer uma análise das principais formas que a disposição do tédio assume, e da sua particular relevância no interior do que, na obra de Kierkegaard, se chama "estádio estético". Em ordem a esse fim, o autor analisa a relação que o tédio mantém com as possibilidades que a vida disponibiliza e, sobretudo, a sua peculiar relação com o nada. Mostra-se sobretudo que tipo de lucidez se pode considerar como efeito do tédio, qual o aspecto da vida que nele se torna patente e de que forma, por ele, o sujeito acaba por reconhecer estar constituído numa superioridade relativamente a tudo o que é finito. Assim, no centro deste estudo estão as determinações fundamentais de disposição e de finito, bem como, num segundo momento, o esboço de uma "anatomia comparada" das disposições fundamentais do sujeito humano, a saber, do tédio, da melancolia e da angústia. \\\ The study of boredom in Kierkegaard's work has attracted relatively little interest compared to the more visited themes of anxiety, melancholy, irony and despair. For Kierkegaard, boredom is a fundamental mood. And only when we are in this mood can we experience one of the extreme states of existence. For Kierkegaard, boredom manifests itself in what he terms the "aesthetic stage". With this premise in mind, the article explains the relationship boredom has with the possibilities life puts before us, but more importantly its peculiar relationship with nothingness. The article explores in particular the effect boredom has on lucidity and, more specifically, attempts to answer the question about the aspect of life that is better perceived when the subject is in a state of boredom. A crucial question, for example, is this: how does being in a state of boredom reveal to the human subject the fact that he/she is superior to everything that is finite? At the centre of the article are the notions of mood and finiteness, in accordance to which the author delivers what might be called a "comparative anatomy" of fundamental states of human existence such as boredom, melancholy and anxiety.
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