Duns scotus, escotistas E o debate em torno à extensão predicativa in quid da noção de ente no século XIV

Kriterion: Journal of Philosophy 56 (131):07-23 (2015)
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Abstract

O objetivo de meu texto consiste em reconstruir um aspecto da recepção da compreensão de Duns Scotus sobre a noção de ente em dois autores pertencentes à geração que imediatamente o sucedeu: no franciscano Guilherme de Alnwick e em seu confrade Francisco de Meyronnes. O problema que surge nessa primeira recepção de Scotus pode ser assim resumido: uma vez que tenhamos aceitado que a noção de ente é simultaneamente unívoca, primeira, a mais geral e a mais simples das noções, como podemos evitar a ameaça de se ter de conceder que a ciência de tal noção – que a metafísica, noutras palavras – não seja capaz de se distinguir claramente de uma investigação que não lida necessariamente com realidades extramentais? Ou, pondo a questão em outros termos: não nos vemos depois de Scotus condenados a ter de escolher entre uma noção de ente como uma noção real ou como uma noção perfeitamente geral? Veremos que, tratando da mesma questão, Alnwick e Meyronnes seguem diferentes caminhos, cada um deles com seus custos e méritos. The aim of my text is to reconstruct the reception of Duns Scotus's comprehension of the notion of being between two authors belonging to the generation which immediately follows his: the Franciscan William of Alnwick and his confrere Francis of Meyronnes. The issue that arises in this early reception of Scotus's can be summarized as follows: once we have accepted that the notion of being is simultaneously univocal, primary, the most general and the simplest possible notion, how can we avoid the threat of having to concede that the science of such a notion – that metaphysics, in other words – is not capable of distinguishing itself clearly from an investigation that does not necessarily have to do with extramental realities? Or, rephrasing the question: after Scotus, are we not condemned to having to choose between the notion of being as a real notion or the notion of being as a perfectly general notion? We shall see that, addressing the same issue, Alnwick and Meyrones follow different paths, each one with its own costs and its own merits

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Rodrigo Guerizoli
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