Revista Portuguesa de Filosofia 59 (4):1241 - 1252 (2003)

Authors
Eugenio Mazzarella
University of Naples Federico II
Abstract
No horizonte do pensamento de Heidegger, a pergunta pelo hoje não é uma simples questão de actualidade, mas requer a nossa capacidade de estar junto daquilo que está em acto, possivelmente desde há muito tempo, no Hoje. O pensamento deve estar em posição de se atribuir esta tarefa, ou seja, de ser o próprio tempo captado em pensamento, segundo uma célebre definição de Hegel. Para o pensamento isto significa corresponder hoje à sua "coisa" como aquilo que diz respeito a si mesmo; uma tarefa que para o pensamento constitui a mais originária determinação, o seu destino mais pertinente, em relação ao qual está sempre vinculado em última instância mantendo-se aberto como destino, posto que ele se encontra lançado neste destino. Em ordem a realizar esta tarefa, é necessário cair na conta de que aquilo que hoje pode ser pensado e, consequentemente, a coisa mais digna de ser pensada (das Fragwürdigste), é o próprio pensamento, mas isso não na sua curvatura idealística e auto-referencial (a qual pode ser metafisicamente reconfortante, mas não diz a verdade), mas sim como ser-na-vida da vida que responde de si – e que na época da "morte de Deus" pode doravante unicamente responder de si a si, respondendo ao mundo. /// In Heidegger's thought, today's issues are not matters of chasing contemporary fashion: they require rather a pausing and staying close to what is actually occurring, and has been happening for a long time. Thought has to be able to take on this task, or, according to Hegel's famous definition, to be its own time captured in thoughts. This means that thought has nowadays to be the thing itself the only worthwhile thing; this task for thought is found in its former determination, its compulsory, bound destination. In order to accomplish this task, it is necessary to realize that today what can be thought, and, therefore, the worthiest thing to be thought (das Fragwürdigste), is thought itself However, this does not imply an idealistic and self-referential bending of thought (which is reassuring metaphysically, but does not tell the truth), rather, a beingalive of life that answers for itself-and in the age of the "death of God" can only answer for itself to itself, in this way answering the world.
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