Trans/Form/Ação 39 (1):57-76 (2016)

Abstract
RESUMO: O presente artigo tem como objetivo discutir o estatuto que Foucault confere à psicanálise. Em As palavras e as coisas, de 1966, Foucault condena todo tipo de reflexão que procura conferir estatuto ontológico à finitude humana. Nesse sentido, faz-se necessário investigar se a crítica que Foucault endereça à psicanálise depois de 66 se dá nos mesmos termos que a crítica feita às analíticas da finitude. Ou seja, trata-se de entender se a acusação de que a psicanálise não passa de mais um "dispositivo de sexualidade" a serviço do biopoder está fundada na ideia de que a psicanálise supõe uma ontologia. A ideia da psicanálise como ontologia, contudo, é uma tese recusada por Foucault em alguns escritos da década de 50 e 60. Nesse período, o filósofo defende que a psicanálise é antes de tudo um método hermenêutico e não uma teoria geral sobre o homem. Assim, se é verdade que as teses genealógicas finais de Foucault sobre a psicanálise se fundamentam na visão da psicanálise como ontologia, deparamo-nos com um problema: afinal, a psicanálise, para Foucault, consiste ou não numa teoria sobre o ser do homem? ABSTRACT: The goal of this study is to understand the status conferred on psychoanalysis by Foucault. In The Order of Things the philosopher condemns a certain kind of reflection that aims to confer an ontological status on human finitude. It is necessary to investigate whether the critique that Foucault addresses to psychoanalysis after 1966 is framed along the same lines as the critique made of the analytics of finitude. The aim is, therefore, to understand whether or not the accusatory claim that psychoanalysis is nothing but a "sexuality device" at the service of biopower is founded on the idea that psychoanalysis presupposes an ontology. The idea of psychoanalysis as ontology, however, is a thesis that is refuted by Foucault in some texts from the 1950's and 1960's. In this period, the philosopher holds that psychoanalysis is, above all, rather a hermeneutic method than a general theory on man. Thus, if it is true that Foucault's final genealogical theses on psychoanalysis are grounded on a view of psychoanalysis as ontology, we are posed with a problem: does psychoanalysis ultimately consist, for Foucault, in a theory of the being of man?
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DOI 10.1590/S0101-31732016000100004
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