Trans/Form/Ação 30 (1):101-113 (2007)

Abstract
À primeira vista, o que parece razoavelmente defensável na posição kantiana, com base na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, é que as ações imorais são insondáveis, mas não o são como as ações morais. Estas são sempre insondáveis, aquelas quando vestem a conformidade ao dever, pois quando são contrárias ao dever são sondáveis. Mas na Crítica da Razão Pura (1980b, p.279, n.; B 579, n.80) Kant afirma que “a moralidade própria das ações (mérito e culpa), mesmo a de nosso próprio comportamento, permanece-nos totalmente oculta”, pois não sabemos o quanto devemos imputar ao efeito puro da liberdade ou à simples natureza. Assim, ao que parece Kant defende duas posições. Uma, apregoando a insondabilidade parcial das ações imorais, outra uma opacidade total da qualidade moral das ações. Julgo, contudo, que, no fundo, Kant pode sustentar, sem cair em contradição, tanto a posição de que (a) as ações contrárias ao dever sinalizam a maldade de uma máxima como a tese de que (b) o mérito ou demérito moral jamais pode ser observado. A primeira alternativa é a que verificamos, por exemplo, na Fundamentação da Metafísica dos Costumes e que também na Religião desempenha um importante papel, uma vez que Kant tem de assumir, de algum modo, a experiência de ações más. Já a segunda tese parece ter um fundo eminentemente especulativo. Ela visa a mostrar a indecidibilidade metafísica acerca da qualidade moral de uma máxima
Keywords máxima, ação moral, mal moral
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Reprint years 2011
DOI 10.1590/S0101-31732007000100008
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Kant's Theory of Freedom.Henry E. Allison - 1990 - Cambridge University Press.
Kritik der Praktischen Vernunft.Ina Goy - 2015 - In Markus Willaschek, Jürgen Stolzenberg & Georg Mohr (eds.), Kant Lexikon. Berlin / New York: De Gruyter. pp. 1315–1323.
Kant's Theory of Freedom.Roger J. Sullivan - 1992 - Philosophical Review 101 (4):865.

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