Revista Portuguesa de Filosofia 61 (2):483 - 500 (2005)

Abstract
O principal motivo do presente ensaio é proceder a uma reflexão sobre o lugar e o alcance do "teísmo moral" de Kant por ocasião da primeira edição da sua Crítica da razão pura. Nesse sentido, o autor do artigo recorre a uma análise dos caminhos abertos no "cânone" da razão para, a partir deles, não só salientar as ambiguidades da "teologia moral" mas também explicar as incertezas assim produzidas nos leitores e nos críticos. A "teologia moral" de Kant aparece, assim, como um passo intermédio entre uma teologia metafísica, já em ruínas, e uma filosofia da religião, ainda não consolidada. Deste modo pretende-se mostrar de que forma o sistema crítico de Kant embora sendo completo, não é, contudo, fechado. Salienta-se também ter sido por meio dessas aberturas que os idealistas se lançaram na audaz exploração de novos caminhos para o pensamento, tentativas essas que o velho Kant teve mesmo que terminar desautorizando. /// The main goal of the present article is to reflect upon the place and the reach of Kant's "moral theism" as it was formulated on the occasion of the first edition of the Critique of Pure Reason. In order to achieve this goal, the author or the article analyzes the paths opened in the "canon" in order to, starting from them, not only underline the ambiguities of the "moral theology" but also to explain the uncertainties thus produced in the readers as well as in the critics. Kant's "moral theology" appears therefore as an intermediary step between a theological metaphysics, which is now bankrupt, and a philosophy of religion which is not yet consolidated. In this way, the article shows in what manner the critical system is complete, but not closed, and explains how it was through its openings that the idealists courageously attempted to open new ways for thinking, even though the old Kant in regard to some of them felt the obligation to expressly withdraw his support.
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