Trans/Form/Ação 38 (1):9-28 (2015)

Authors
José Neto
Universidade Federal de Minas Gerais
Abstract
Partimos da afirmação de K.-O. Apel, repetida por João Maria André, de que "[...] é na ‘mística' do ‘logos' e na teologia negativa do Pseudo-Dionísio que, de modo determinante, Nicolau de Cusa irá beber os traços fundamentais da sua filosofia da linguagem". Com base no De filiatione Dei propomo-nos refletir sobre a relação fundamental e constitutiva entre o verbo mental humano e o Verbo ou Logos eterno. A importância desse texto, no âmbito do problema da linguagem em Nicolau de Cusa, é reconhecida por Casarella justamente por sua inflexão cristológica em relação aos primeiros sermões, pois, em oposição à reflexão intratrinitária dos sermões, a imagem humanamente visível de Cristo torna-se o espelho da linguagem, ou seja, em Cristo, vemos de modo perfeito o que pode ser expresso por meio da linguagem. O texto cusano é uma meditação sobre Jo, I, 12: "Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que creem em seu nome". Interessa-nos principalmente a meditação sobre os exemplos aduzidos por Nicolau de Cusa para explicitar de que modo colhemos a unidade divina intelectualmente, pois serão nesses exemplos ou enigmas que o autor pensará a relação constitutiva entre o verbo mental humano e o verbo mental inefável. We begin with the statement of K.-O. Apel, repeated by João Maria André, that "[…] it is in the ‘mystic' of the ‘logos' and in the negative theology of pseudo-Dionysus that, in a determinate manner, Cusa would receive the fundamental features of his philosophy of language". Based on De filiatione Dei, we reflect on the fundamental and constitutive relationship between the mental human word and the eternal Word or Logos. The importance of this text in the context of the problem of language in Cusa is recognized by Casarella, specifically for its Christological inflection in relation to Cusa's first sermons. In opposition to the intra-Trinitarian reflection of the sermons, in De filiatione Dei the humanly visible image of Christ becomes the mirror of language; that is, it is in Christ that we see the perfect mode that can be expressed by means of language. Cusa's text is a meditation on John 1:12: "But as many as received him, to them gave he power to become the sons of God, even to them that believe on his name". Of principal interest to us are the examples adduced by Cusa that make explicit the way in which we intellectually receive the divine unity, as it is in these examples or enigmas that the author reflects on the constitutive relation between the mental human word and the ineffable mental word
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DOI 10.1590/S0101-31732015000100002
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Mystical Theology and Intellect in Nicholas of Cusa.Donald F. Duclow - 1990 - American Catholic Philosophical Quarterly 64 (1):111-129.

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