Horizonte 5 (9):97-105 (2006)

Abstract
O homem contemporâneo vive um mundo de incertezas, onde muitos dos antigos paradigmas que o senso comum considerava como absolutos se desmoronam com incrível velocidade. Esta volatilidade de sentidos é observada com ampla nitidez na busca do sagrado: as religiões tradicionais são deixadas de lado ou misturadas a práticas esotéricas, místicas e ocultas, tentativa humana de explorar o mundo através de um enfoque holístico, que reimprima na vida a magia outrora perdida. Neste contexto de construção de uma nova realidade, a percepção e manifestação do sagrado não desaparecem, mas, seguindo a mentalidade de seu tempo, transformam-se. A religiosidade assume um caráter individualista, imediatista e descompromissado, restaurando conceitos e práticas da antigüidade, em uma tentativa clara de reencantamento do mundo, agora sob a perspectiva da sociedade globalizada. Filosofias orientais invadem a dimensão religiosa do mundo ocidental, numa mistura explicitamente paradoxal. Deste epicentro nasce a cultura da Nova Era, movimento que busca restaurar a tradição sagrada do homem postulando um saber místico, pretendendo conectar o ser humano ao transcendente partindo não de instituições específicas, mas de conhecimentos e práticas do esoterismo, ocultismo e magia. Palavras-chave: Nova Era; Subjetivismo; Consumismo. ABSTRACT Contemporary man lives in a world of uncertainties, where many of the old paradigms that common sense used to consider absolute are falling apart with incredible speed. Such volatility of senses is clearly noticed in the search for the sacred: traditional religions are left behind or mingled with esoteric, mystical and occult practices, in a human attempt to explore the world from a holistic viewpoint capable of rescuing life’s lost magic. In that context of construction of a new reality, the perception and manifestation of the sacred do not disappear; they rather change, following the mentality of the times. Religion assumes an individualistic, immediate and uncommitted feature, restoring old concepts and practices, in an attempt to render the world enchanted once more, now in the perspective of globalized society. Oriental philosophies invade the religion scope of the Western world, in an explicitly paradoxical blend. From that epicenter is born the New Age culture, a movement that tries to restore human sacred tradition by postulating a mystical dimension and connecting man to the transcendent, not through specific institutions, but through the knowledge and practice of esoterism, occultism and magic. Key words: New age; Subjectivism; Consumerism
Keywords Subjetivismo  Nova Era  Consumismo
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