Abstract
O estruturalismo alcançou seu zênite de influência no pensamento francês nos anos 60 e 70 do século XX, quando Lévinas escreveu os seus livros mais importantes. Gostaria, portanto, de examinar sua concepção das implicações filosóficas desta corrente teorético-metodológica, cujo impacto nas sciences humaines quase não deixou nenhum pensador francês indiferente na época. Lévinas acusou o estruturalismo de não passar de uma ilusão, na medida em que sua espontaneidade subjetiva faz com que impulsos e instintos sejam descritos como valores da razão prática. Todavia, apesar da divergência entre Lévinas, para quem a ciência deve estar ao serviço da ética, e Lévi-Strauss, que concebia a ética no melhor dos casos como resultado da pesquisa científica e não como seu fim, ambos pensadores embasaram sua ética na mesma premissa: respeitar a alteridade do Outro, de cada pessoa, cada sociedade e cada cultura. A crítica de Lévinas não visava a refutação do estruturalismo mas suas premissas teóricas. Se elas pudessem ser ratificadas, alguém poderia justificar a metodologia estruturalista. Portanto, a palavra-chave aqui é “se”. Sua crítica não é nenhuma negação absoluta. Sua principal crítica foi a de que o estruturalismo era uma teoria científica que não deixava nenhum lugar para a ética; portanto, Lévinas também considerava o estruturalismo uma ameaça ao judaísmo, onde a ética ocupa um importante lugar. No início do século XX, Rosenzweig – assim como Lévinas no seu fim – buscou propor uma saída da concepção de totalidade porque não deixava lugar adequado para o estatuto do ser humano como sujeito. Para Rosenzweig, tratava-se antes de mais nada de uma revolta contra a filosofia idealista de Hegel, enquanto que para Lévinas compreendia uma crítica do estruturalismo que dava primazia a estruturas inconscientes sobre a subjetividade humana. Apenas esta pode servir de base para uma ética que fosse o propósito maior de sua filosofia PALAVRAS-CHAVE – Estruturalismo. Filosofia Francesa. Lévinas. Lévi-Strauss. Rosenzweig. ABSTRACT Structuralism reached the peak of its influence in French thought in the sixties and seventies of the 20th century when Lévinas wrote his most important books. Therefore I want to examine his contention with the philosophical implications of this theoreticalmethodological current to whose impact on “les sciences humaines” almost no French thinker remained indifferent at the time. Lévinas accused structuralism that according to it subjective spontaneity is no more than an illusion by which impulses and instincts are described as values of practical reason. However, notwithstanding the divergence between Lévinas, according to whom science must serve ethics, and Lévi-Strauss, according to whom ethics is at most a result of scientific research and not its end, both established their ethics on the same assumption: to respect the otherness of the other, of every person, every society, every culture. Lévinas’ criticism did not aim at refuting structuralism but at wrestling with its theoretical assumptions. If they were possible of ratification, one might justify structuralist methodology. So the keyword is “if”. His critique is no absolute denial. His main critique was that structuralism was a scientific theory that left no place for ethics; therefore he also considered structuralism to be a danger to Judaism where ethics occupies an important place. Rosenzweig in the beginning of the 20th century as well as Lévinas at its end endeavored to propose an outlet frm the conception of totality because it did not leave any adequate place for man’s status as a subject. For Rosenzweig that had been first of all a revolt against Hegel’s idealistic philosophy, while for Lévinas it comprised a critique of structuralism that awarded priority to unconscious structures over human subjectivity. Only the latter can serve as a basis for ethics which was the chief goal of his philosophy. KEY WORDS – Structuralism. French Philosophy. Lévinas. Lévi-Strauss. Rosenzweig
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DOI 10.15448/1984-6746.2006.2.1845
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