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Este artigo analisa o pensamento estético de Platão e sua relação com a formação do homem, mostrando que sua concepção estética vai muito além da esfera da arte. Trata-se de mostrar que, em Platão, enquanto é amante da beleza, a reflexão estética transita na esfera da moral, da ciência e da metafísica, não sendo, por conseguinte, o atributo estético da beleza campo exclusivo da arte. Ou seja, a beleza permeia toda a filosofia de Platão desde sua metafísica e cosmologia, passando por sua filosofia da natureza, até chegar a todas as atividades humanas, tais como: a ciência, a política, a ética. Então, num primeiro momento, busca-se compreender o lugar tanto da estética quanto da ética na metafísica, mostrando que o belo e o bom não supõem uma igualdade com o bem moral, senão com o bem metafísico, esse entendido como perfeição da natureza. Num segundo momento, em sintonia com o passo anterior, trata-se de pensar a ética de Platão à luz da metafísica da beleza, mostrando que Eros é o mediador entre o plano sensível e o plano inteligível, entre o moral e o imoral e, enquanto tal, é quem faz aspirar e conduzir ao Bem e à Beleza. Num terceiro momento, evidencia-se a tese de que a estética de Platão assume uma postura não apenas metafísica, mas também existencial, reportando, por conseguinte, à relevância da Paidéia grega no sentido de que a beleza forma parte do ideal de formação do homem na Grécia clássica
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